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Editor do Future of Money
Publicado em 2 de julho de 2026 às 10h30.
O bitcoin opera em alta nesta quinta-feira, 2, e sai de US$ 58 mil para US$ 61 mil, demonstrando que realmente atrai muitos compradores quando fica abaixo de US$ 60 mil.
Hoje, o noticiário macroeconômico ajuda a impulsionar as criptomoedas. Foi divulgado o Relatório de Emprego dos Estados Unidos, que revelou a criação de 57 mil vagas em junho, contra 114 mil esperadas pelos economistas.
Dados mais fracos do mercado de trabalho norte-americano geralmente são lidos positivamente pelo mercado, pois reduzem a chance do Federal Reserve (Fed) precisar aumentar os juros dos EUA ao longo do ano.
Às 10h15 (horário de Brasília) o bitcoin subia 5,2% em um período de 24 horas, a US$ 61.612 por unidade.
Em relatório, a equipe de análise da consultoria Vault Capital afirma que o nível-chave da semana passou a ser os US$ 62 mil, com a call wall (ponto que concentra a maior quantidade de preços de exercício de opções de compra) de US$ 63 mil atuando como resistência.
“O viés é construtivo enquanto o preço permanecer acima de 62 mil”, afirma Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault. “No fluxo, a sustentação parece ter vindo de um grupo de baleias [carteiras com grande quantidade de criptomoeda], na faixa de US$ 100 mil a US$ 1 milhão por ordem, aparecendo com compra relevante na defesa dos 58 mil.”
Para Camargos, o que confirmaria o movimento de retomada seria ver esses grandes investidores mantendo suas posições acima de US$ 62 mil.
Ontem, o presidente do Fed, Kevin Warsh, disse que vai decepcionar quem gostaria que ele comandasse uma política monetária flexível e tolerante com a inflação elevada. Apesar disso, ele admitiu que os riscos de inflação diminuíram, puxados principalmente pelos preços de combustíveis após o acordo de paz entre EUA e Irã.
“Eles ainda estão um pouco acima dos níveis anteriores ao conflito, mas recuaram”, disse ele.
Como consequência, André Franco, CEO da Boost Research, diz que o bitcoin apresenta expectativa de curtíssimo prazo neutra a levemente positiva.
“O ativo retomou o patamar psicológico de US$ 60 mil pela primeira vez em mais de uma semana, depois de rondar os US$ 58 mil na virada do semestre, e o movimento contaminou o resto do mercado: ether subiu cerca de 3%, para perto de US$ 1.630, e solana avançou perto de 4% no dia”, comenta.
Na contramão do dia positivo no mercado, os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista continuaram a registrar saques.
Ontem, foi registrada uma saída líquida de capital de US$ 296 milhões, no décimo pregão consecutivo de fluxo negativo. O principal alvo dos saques foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 219,4 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Os ETFs de ether, por outro lado, tiveram o primeiro pregão de fluxo positivo de capital em dez dias de negociação. Na véspera, o saldo comprador foi de US$ 14,8 milhões.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu de 16 para 21 pontos de ontem para hoje, saindo da zona de “medo extremo” para a de “medo”.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
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