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Bitcoin despenca para US$ 69 mil e acumula queda de mais de 20% em 7 dias

Entenda os motivos por trás da queda expressiva do bitcoin, segundo especialistas

Preço do bitcoin cai 10% (JUN2/Getty Images)

Preço do bitcoin cai 10% (JUN2/Getty Images)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 10h21.

Última atualização em 5 de fevereiro de 2026 às 10h22.

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Nesta quinta-feira, 5, o bitcoin aprofundou ainda mais o movimento de queda que dominou o clima dos mercados de criptoativos ao longo da semana. A maior criptomoeda do mundo despencou para a casa dos US$ 69 mil, conforme o sentimento de incerteza e pessimismo cresce entre investidores. Segundo especialistas, a mudança no comando do Federal Reserve ainda repercute e gera impacto na cotação das principais criptomoedas.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 69.382, com queda de 0,4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de mais de 21%. Há poucas semanas, o bitcoin se aproximava dos US$ 100 mil.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 12 pontos, uma de suas pontuações mais baixas.

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Por que o bitcoin caiu para US$ 69 mil?

“O que explica o price action recente em cripto é muito mais fluxo, posicionamento e liquidez do que uma deterioração estrutural de fundamentos. A sequência de eventos macro reprecificou o ‘custo do risco’ rapidamente: a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed reancorou expectativas de uma política monetária potencialmente mais dura, deu força ao dólar e acelerou um movimento de de-risking que, historicamente, bate primeiro nos ativos de maior beta — e cripto é o beta por excelência", esclareceu Guilherme Nicoli diretor da Coins.xyz.

“Em cima disso veio o gatilho técnico: liquidações em massa de posições alavancadas, amplificadas por janelas de liquidez mais finas, e um ruído fiscal nos EUA com a discussão de shutdown a partir de 31 de janeiro. Some a isso o pano de fundo geopolítico e você tem um curto prazo barulhento, em que movimentos viram ‘limpeza’ de alavancagem e não necessariamente mudança de tese", acrescentou.

Previsão para o bitcoin

“O longo prazo segue construtivo: stablecoins continuam expandindo o uso de cripto como infraestrutura financeira; a tokenização está virando trilho — com Treasuries tokenizados acima de US$ 10 bilhões — e o mercado tradicional já está se movendo, com a NYSE/ICE estruturando uma plataforma on-chain para negociação e liquidação de securities tokenizados, e a Nasdaq avançando para viabilizar a negociação de valores mobiliários tokenizados dentro da infraestrutura regulada do mercado", disse Guilherme Nicoli.

“Minha leitura final: o curto prazo está difícil de interpretar porque macro, técnico e geopolítica estão rodando juntos — mas a direção estrutural é clara: mais infraestrutura, mais integração com finanças tradicionais e, com avanço regulatório, tendência de reduzir prêmio de risco ao longo do tempo", concluiu o especialista.

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