A Copa do Mundo tem protocolo para calor, mas nenhum plano para a fumaça dos incêndios florestais.
A edição de 2026 é a mais ambiciosa da história: 48 seleções, três países, 104 jogos. E também, a conta cobra: se tornou a mais poluente e exposta à crise climática, com 1 em cada 4 partidas previstas para acontecer em condições de calor extremo.
Agora, um novo risco entra em campo. E a fatura pode ser ainda mais alta do que se previa. Enquanto o torneio avança para sua segunda semana, condições críticas de incêndio se espalham pelo oeste dos Estados Unidos.
Nesta sexta-feira, 19, o Centro de Previsão de Tempestades emitiu alertas vermelhos para a Califórnia do Norte, Oregon, Idaho, Nevada, Utah e Arizona, com a região dos Quatro Cantos como Utah, Novo México, Colorado e Arizona sob a maior ameaça.
A previsão é que ventos nas montanhas da região devem atingir até 89 quilômetros por hora, e raios secos sobre vegetação ressecada aumentam o risco de novos focos a cada hora.
"A grande quantidade de raios em vegetação seca provavelmente criará novos focos de incêndio em toda a região", alertou o Serviço Meteorológico Nacional. "Qualquer incêndio que se desenvolva poderá se espalhar rapidamente".
O maior incêndio em curso na Califórnia é o Lost Fire, no condado de Kern, que já consumiu mais de 1.740 hectares e está apenas 5% contido, localizado aproximadamente a meio caminho entre Bakersfield e San Luis Obispo, no sul do estado.
Poluição do ar e riscos potenciais
O problema não é apenas o fogo em si, mas o que ele carrega no ar. No mês passado, quase uma dúzia de incêndios irrompeu no sul da Califórnia, lançando fumaça e partículas em suspensão sobre Los Angeles.
Autoridades de saúde pública emitiram alerta de qualidade do ar para o condado por vários dias e a zona afetada incluía o SoFi Stadium, um dos principais palcos do Mundial.
Especialistas destacam que os jogadores e torcedores podem sentir queimação na garganta, tosse e dor de cabeça. Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, são ainda mais afetadas.
O calendário da competição torna o cenário mais delicado. Nos próximos dias, quatro partidas estão programadas para as duas sedes californianas: Turquia x Paraguai (19 de junho, no Levi's Stadium, na Bay Area), Bélgica x Irã (21 de junho, no SoFi Stadium, em Los Angeles), Jordânia x Argélia (22 de junho, novamente na Bay Area) e Escócia x Brasil (24 de junho, no SoFi).
Com as condições secas e quentes persistindo, a probabilidade de novos focos de fogo e de fumaça sobre os estádios é real.
A FIFA afirma estar preparada para os "riscos relacionados ao clima" e trouxe protocolos para o calor extremo, incluindo pausas obrigatórias para hidratação dos jogadores.
Mas não mencionou a qualidade do ar em nenhum de seus planos públicos.
"Seria sensato que a FIFA pensasse com antecedência e implementasse padrões de qualidade do ar que influenciassem as decisões sobre a realização ou não dos jogos", diz Dominik Kulakowski, geógrafo que estuda incêndios florestais na Universidade Clark, ao portal The Grist.
Segundo o especialista, o tempo de alerta para eventos de fumaça pode ser de apenas algumas horas.
O fogo agravado pela crise do clima
A temporada de incêndios do verão deste ano no hemisfério Norte já era apontada como potencialmente grave antes mesmo de começar.
O Centro Nacional Interagências de Incêndios Florestais projetou risco elevado em grandes áreas do oeste americano após um inverno ameno e com a chegada de um El Niño potencialmente recorde agravado pelas mudanças climáticas.
Autoridades canadenses fizeram previsões semelhantes, visto que a fumaça pode se deslocar por milhares de quilômetros, colocando desafios extras para praticamente todas as cidades sedes da Copa. "Há muito poucos lugares na América do Norte imunes a esses efeitos", destaca Kulakowski.
Os incêndios florestais estão se tornando cada vez mais comuns nessa época do ano e a ciência é clara sobre a causa. A crise climática alonga as temporadas de seca, aumenta a intensidade dos ventos e eleva as temperaturas, criando as condições perfeitas para que o fogo avance mais rápido e mais longe.
A Copa do Mundo de 2026, a mais ambiciosa e a mais poluente da história, está sendo disputada em meio a essa realidade que preocupa. E, por ora, [grifar]sem um plano para ela.
Quatro jogos estão na mira dos incêndios
- 19 de junho — Turquia x Paraguai | Levi's Stadium, Bay Area
- 21 de junho — Bélgica x Irã | SoFi Stadium, Los Angeles
- 22 de junho — Jordânia x Argélia | Levi's Stadium, Bay Area
- 24 de junho — Escócia x Brasil | SoFi Stadium, Los Angeles
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amarelo‑canário com detalhes em verde‑menta e teal; a estampa traz formas sutis representando a energia do país
(Uniforme 1 do Brasil, produzido pela Nike)
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troca a tradição pelo azul royal, com detalhes em preto e grafismos em diferentes tons de azul no corpo da camisa. O modelo, assinado pela Jordan Brand, ainda traz acentos em amarelo e painéis laterais em verde-água.
(Uniforme 2 do Brasil, produzido pela Nike)
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Azul “Game Royal” com detalhes metálicos em cobre e gola modernizada
(Uniforme 1 da França, produzido pela Nike)
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(Uniforme 1 da Inglaterra, produzido pela Nike)
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uniforme laranja vibrante de design minimalista, colocando a cor icônica em evidência
(Uniforme 1 da Holanda, produzido pela Nike)
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jersey branca com ondas em azul e vermelho, formando listras onduladas que simbolizam movimento e dinamismo
(Uniforme 1 dos Estados Unidos, produzido pela Nike)
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mantém os característicos quadriculados vermelhos e brancos, em disposição vertical, reforçando a tradição
(Uniforme 1 da Croácia, produzido pela Nike)
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camisa vermelha intensa, enquanto o modelo alternativo em roxo (“Space Purple”) explora cores não usuais; a combinação reflete modernidade
(Uniforme 1 da Coreia do Sul, produzido pela Nike)
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amarelo‑ouro com gola e faixas laterais verdes; o conceito “Mission to Wreck” combina nostalgia e inovação
(Uniforme 1 da Austrália, produzido pela Nike)
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base vermelha com uma cruz azul‑marinho contornada em branco, preenchida por um intrincado padrão nórdico; homenagem ao uniforme de 1997
(Uniforme 1 da Noruega, produzido pela Nike)
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azul‑celeste clássico com toques modernos; a camisa reserva em azul‑marinho com estampas elétricas remete ao efeito “Pantera Negra”
(Uniforme 1 do Uruguai, produzido pela Nike)
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camisa vermelha sóbria com padrão tonal de folhas de bordo; o swoosh branco contrasta com detalhes pretos
(Uniforme 1 do Canadá, produzido pela Nike)
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a camisa mantém as listras brancas e azul‑celeste, mas com efeito degradê nas faixas azuis, homenageando os títulos de 1978, 1986 e 2022. Detalhes em azul‑marinho nos ombros e nos punhos completam o visual.
(Uniforme 1 da Argentina, produzido pela Adidas)
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camisa amarela viva com listras e detalhes em azul e vermelho, ornamentada por uma sutil estampa de borboletas que homenageia Gabriel García Márquez e a estética do realismo mágico
(Uniforme 1 da Colômbia, produzido pela Adidas)
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o uniforme traz base branca com padrão de diamantes e chevrons em preto e vermelho, inspirando‑se nas camisas de 1990 e 2014
(Uniforme 1 da Alemanha, produzido pela Adidas)
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vermelho profundo com finas listras amarelas verticais, evocando uniformes clássicos e adicionando sobriedade ao conjunto
(Uniforme 1 da Espanha, produzido pela Adidas)
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amisa azul‑claro com linhas horizontais em azul‑acinzentado que evocam o horizonte e o nascer do sol; o sol vermelho aparece discretamente na nuca
(Uniforme 1 do Japão, produzido pela Adidas)
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a camisa tem base vermelha e traz um gráfico espalhado inspirado nas paisagens do país; gola azul‑marinho e o lema “Pura Vida” nas costas complementam o desenho
(Uniforme 1 da Costa Rica, produzido pela Adidas)
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o manto verde ganha grafismos que combinam herança asteca e um olhar para o futuro, com a inscrição “Somos México” na parte interna da gola
(Uniforme 1 do México, produzido pela Adidas)
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camisa vinho com linhas serrilhadas que remetem ao desenho da bandeira nacional
(Uniforme 1 do Catar, produzido pela Adidas)
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o verde tradicional aparece com desenhos geométricos em roxo‑escuro que lembram arabescos e referências ao falcão e à palmeira do escudo nacional
(Uniforme 1 da Arábia Saudita, produzido pela Adidas)
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azul‑marinho com padrão de saltaire (cruz de Santo André) em tom mais escuro; detalhes amarelos modernizam o look
(Uniforme 1 da Escócia, produzido pela Adidas)
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amisa vermelha ganha camadas onduladas inspiradas nas ondas do Atlântico; o verde surge nos punhos e na gola, e há referência aos navegadores portugueses
(Uniforme 1 de Portugal, produzido pela Puma)
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vermelho helvético com padrão cinético inspirado no passaporte suíço; linhas brancas atravessam o peito, simbolizando precisão
(Uniforme 1 da Suíça, produzido pela Puma)
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Tronco vermelho com mangas e ombros pretos; detalhes brancos no logo e discretos toques vermelhos criam visual limpo
(Uniforme 1 da Áustria, produzido pela Puma)
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Azul‑vivo com grafismos que aludem a geleiras e erupções vulcânicas; transmite uma identidade elementar e marcante
(Uniforme 1 da Islândia, produzido pela Puma)
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Vermelho intenso remete aos heróis de 1996, com detalhes prateados que dão modernidade ao uniforme
(Uniforme 1 de República Tcheca, produzido pela Puma)
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branca com gráficos inspirados no tecido Kente e nos símbolos Adinkra, exibindo orgulho cultural; detalhes em dourado iluminam o conjunto
(Uniforme 1 de Senegal, produzido pela Puma)
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Camisa vermelha com padrão de diamantes inspirado em símbolos egípcios como a Esfinge e as pirâmides, com colarinho e punhos brancos
(Uniforme 1 do Egito, produzido pela Puma)
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Branca com gráficos inspirados no tecido Kente e nos símbolos Adinkra, exibindo orgulho cultural; detalhes em dourado iluminam o conjunto
(Uniforme 1 de Gana, produzido pela Puma)
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vermelho predominante com motivos culturais nas golas e punhos e painéis laterais verdes; desenhos inspirados na arte marroquina aparecem de forma sutil
(Uniforme 1 de Marrocos, produzido pela Puma)