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Não acredita no ESG? Com Biden na Casa Branca, melhor mudar de ideia

Exame Research prepara relatório sobre as implicações da vitória do democrata nas eleições americanas. Na política ambiental, tudo vai mudar

O democrata Joe Biden conquistou  a presidência dos Estados Unidos. Há uma grande expectativa sobre o que a vitória de Biden significará para os investimentos e, especialmente, para os investimentos ESG (meio ambiente, social e governança, na sigla em inglês). Previsões são sempre complicadas, no entanto, uma coisa é certa: quem duvida do potencial das empresas e fundos ESG, deve mudar de ideia. 

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A Exame Research, braço de análise de investimentos da EXAME, está preparando um relatório sobre os impactos de Biden na agenda ESG. Renata Antunes, analista ESG da Research, ressalta alguns pontos que diferenciam Biden de seu oponente, o atual presidente republicano Donald Trump. As políticas ambientais são as mais divergentes. 

Para Antunes,  a relação entre o governo democrata e o governo de Jair Bolsonaro, que tem o polêmico Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente, é outro ponto de atenção. É prudente esperar maior pressão para acabar com o desmatamento da Amazônia, o que deve impulsionar a agenda da bioeconomia.

Segundo analistas, Biden deve promover uma guinada completa na política ambiental dos Estados Unidos, que ficará mais parecido com a Europa de hoje do que com o país nos tempos da Guerra Fria, passado vangloriado por Donald Trump em seu saudosismo populista. O Green New Deal, modelo de transição para a economia de baixo carbono promovido por uma ala forte do Partido Democrata, cujo maior expoente é a jovem Alexandria Ocasio-Cortez, tem grandes chances de avançar. 

“As mudanças serão percebidas nos 100 primeiros dias”, afirma Stefano De Clara, diretor da Associação Mundial de Mercados de Emissões (IETA), entidade criada para estabelecer diretrizes de comercialização de carbono. “Em vários aspectos, será uma postura muito mais alinhada com a União Europeia.” 

O velho continente é o bloco que vem puxando a agenda da nova economia. Lançado durante a pandemia, o programa Green Deal prevê mais de 600 bilhões de euros em investimentos na economia de baixo carbono. A Europa também pressiona para regulamentar o artigo 6 do Acordo de Paris, que trata da criação de um mercado de carbono global. 

No último debate com Trump, Biden prometeu incentivar a transição energética, acabando com incentivos para o setor petrolífero. Ele também prometeu, em outras ocasiões, acabar com operações petrolíferas em terras federais. “A maior parte do petróleo americano vem de propriedades privadas, mas, existem alguns poços importantes em terras do governo”, afirma Rene Santos, analista da consultoria Standard & Pool Plats, responsável pela região da América do Norte. “O Golfo do México e o estado do Novo México seriam os mais afetados.” 

De largada, somente essa medida fará as petroleiras americanas perderem mais de 1 milhão de barris por dia de capacidade. A indústria do petróleo reagiu, dizendo que a maior economia do mundo vai depender de combustíveis fósseis por décadas. Pode até ser verdade, mas, isso não impede o presidente americano de viabilizar uma enxurrada de investimentos em energia renovável, o que favorece, e muito, os fundos ESG. 

Outra grande mudança será a volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris. Em seu primeiro ano na Casa Branca, Trump iniciou o processo de retirar o país do contrato global. A desistência passou a valer, oficialmente, no dia 4 de novembro, dia seguinte às eleições. Biden deve iniciar o processo de retorno logo que assumir, o que deve dar tempo suficiente para o país participar da próxima Conferência do Clima da ONU (COP), marcada para dezembro do ano que vem, em Glasgow, na Escócia. Esse retorno dos americanos à mesa de negociações não é uma boa notícia para o governo brasileiro. 

A principal pauta da COP será a regulamentação do artigo 6. O Brasil defende que créditos gerados por esforços anteriores à regulamentação sejam válidos. Já os países desenvolvidos, em especial os da União Europeia, são contra. Eles alegam que boa parte desses créditos não se refere a esforços legítimos de redução de emissões e que há, ainda, a possibilidade de que um país receba duas vezes pelo mesmo esforço, em virtude da dificuldade de aferir os resultados anteriores. O último governo democrata americano, de Barack Obama, tinha um posicionamento semelhante ao da Europa. 

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