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Apresentado por CPFL ENERGIA

Da matriz limpa à indústria: o papel da CPFL na transição energética brasileira

Com metas antecipadas e novos projetos, companhia busca transformar sustentabilidade em vantagem competitiva

CPFL Energia: empresa assume papel estratégico como agente estruturante da economia de baixo carbono (CPFL Energia/Divulgação)

CPFL Energia: empresa assume papel estratégico como agente estruturante da economia de baixo carbono (CPFL Energia/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 09h20.

Última atualização em 19 de fevereiro de 2026 às 09h20.

A transição energética deixou de ser uma pauta restrita ao debate ambiental e hoje ocupa o centro das decisões de empresas e governos. O crescimento da demanda por eletricidade, impulsionado pela digitalização, pela eletrificação da indústria e dos transportes e por novos modelos produtivos, pressiona o sistema elétrico a ampliar capacidade, eficiência e resiliência. Nesse contexto, empresas do setor assumem um papel estratégico não apenas como fornecedoras de energia, mas como agentes estruturantes da economia de baixo carbono.

Quando pensamos em energia limpa, o Brasil parte de uma posição singular: cerca de 90% da matriz elétrica nacional é composta por fontes renováveis, e o setor responde por menos de 2% das emissões totais de gases de efeito estufa do país. Ainda assim, o potencial de contribuição é elevado. Estudos indicam que a eletrificação de atividades intensivas em carbono pode reduzir até 18% das emissões líquidas nacionais.

É nesse cenário que a CPFL Energia, uma das maiores companhias do setor elétrico brasileiro, tem buscado posicionar sua estratégia de crescimento associada à agenda climática. Hoje, a companhia detém cerca de 13% do mercado de distribuição no país, opera 11 projetos de transmissão e possui 4,1 gigawatts de capacidade instalada em geração.

“Conforme a eletricidade se torna mais renovável, ela pode substituir combustíveis fósseis em setores intensivos em carbono, como indústria e transporte, reduzindo até 18% das emissões do país até 2050. Ainda precisamos resolver vários desafios nesse processo, mas o Brasil tem muito potencial para liderar a transição energética global, transformando sustentabilidade em vantagem competitiva”, analisa Gustavo Gachineiro, vice-presidente jurídico e de relações institucionais da CPFL Energia.

Modernização e metas antecipadas

Com 113 anos de atuação e presença integrada em geração, transmissão, distribuição, comercialização e serviços, a CPFL atende cerca de 11 milhões de clientes e emprega aproximadamente 16 mil pessoas. Desde 2017, a companhia integra o grupo chinês State Grid, o maior do mundo em energia elétrica, o que ampliou sua capacidade de investimento e trouxe uma visão de longo prazo alinhada às transformações globais do setor.

Nos últimos 20 anos, a CPFL passou por uma inflexão em sua abordagem de sustentabilidade, incorporando critérios ambientais, sociais e de governança ao planejamento estratégico. O Plano ESG 2030 consolidou 18 compromissos públicos e metas vinculadas à remuneração da liderança. Entre os resultados já alcançados está a antecipação, em cinco anos, do compromisso de ter um portfólio de geração 100% renovável, atingido em 2024, além da redução de 59% das emissões absolutas de gases de efeito estufa em relação a 2021, superando a meta de 56% prevista para 2030.

“Desde 2010, nossos investimentos em geração são exclusivamente em ativos renováveis. Então, há algum tempo, o nosso foco estratégico é esse, alinhado ao cenário de transição energética e aos compromissos globais de clima, o que nos permitiu antecipar esta entrega assim que entendemos oportuno”, destaca Gachineiro.

No eixo tecnológico, a empresa aposta na digitalização e em soluções para aumentar a flexibilidade do sistema elétrico. Um dos principais investimentos é o projeto BSmart, que prevê a substituição de 1,6 milhão de medidores convencionais por equipamentos inteligentes até 2029, com aporte estimado em R$ 1,2 bilhão. A expectativa é reduzir perdas, melhorar a qualidade do serviço e diminuir deslocamentos operacionais, com impacto indireto na redução de emissões.

Paralelamente, a CPFL conduz um projeto-piloto de hidrogênio verde no Rio Grande do Norte, em parceria com uma empresa da indústria cimenteira e o governo estadual, com investimento de R$ 44 milhões voltado à produção de cimento de menor intensidade de carbono.

Estratégia de descarbonização em todos os lugares

Segundo Gachineiro, a companhia mantém uma estratégia de descarbonização que se reflete nas operações internas. A empresa mantém uma reformadora de equipamentos capaz de recuperar cerca de 9 mil transformadores por ano, com regeneração de óleo isolante, e afirma garantir a circularidade de 100% dos resíduos operacionais da distribuição. Apenas com a venda de sucata metálica, a receita anual gira em torno de R$ 10 milhões.

Desde 2023, a empresa também opera uma usina de trituração de postes de concreto, gerando aproximadamente R$ 530 mil por ano com a venda de brita e metais reaproveitados.

Na frente social, a transição energética aparece associada ao conceito de valor compartilhado. O programa CPFL nos Hospitais, iniciado em 2019, já modernizou mais de 600 unidades públicas e filantrópicas, com investimentos superiores a R$ 330 milhões em eficiência energética e geração solar.

Em 2025, o programa entrou em uma nova fase, incluindo a implantação da primeira usina solar flutuante voltada a hospitais no país e sistemas de armazenamento por baterias para garantir segurança no abastecimento.

Para falar sobre esses projetos, assim como outras frentes de investimento e desenvolvimento da CPFL no Brasil, a EXAME conversou com Gustavo Gachineiro. A conversa aconteceu logo após a realização da COP30; portanto, os dados e números mencionados são referentes a 2025.

Confira:

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