O Instituto MBRF, braço social da gigante de alimentos, anunciou a última fase da iniciativa de apoio às comunidades afetadas pelas enchentes históricas no Rio Grande do Sul.
Segundo um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o desastre causou prejuízos financeiros na casa de R$ 87 bilhões além das perdas humanas, evidenciando a urgência de as cidades investirem em adaptação frente à nova realidade do clima.
A nova etapa destinará 90% dos recursos dos R$ 6 milhões arrecadados ao longo da campanha Juntos Pelo Sul com início em maio de 2024 e é voltada à reconstrução, à resiliência climática e ao fortalecimento social na região do Vale do Taquari.
A mobilização se consolidou como a maior operação humanitária da companhia e já impactou mais de 100 mil pessoas.
As ações incluem a reconstrução de três escolas públicas da região, a elaboração e entrega de planos de contingência para emergências climáticas em nove municípios e a capacitação de cerca de 100 mulheres em situação de vulnerabilidade para atuação na construção civil em áreas de risco.
Reconstrução de escolas e planos de contingência
Com o objetivo de garantir ambientes seguros e adequados para o retorno das atividades educacionais e comunitárias, serão investidos recursos na reconstrução de três escolas públicas no Vale do Taquari: Colégio Estadual Castelo Branco, Escola Estadual de Ensino Médio Guararapes e Escola Estadual de Ensino Fundamental de Itaipava Ramos.
As obras terão início ainda no primeiro trimestre de 2026.
Os planos de contingência climática contemplarão os municípios de Lajeado, onde a MBRF conta com unidade produtiva: Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Roca Sales, Colinas e Muçum.
O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta das administrações públicas frente a eventos climáticos extremos, cada vez mais comuns e intensos devido às mudanças do clima.
Com conclusão prevista para novembro de 2026, a estratégia será desenvolvida em parceria com a Universidade do Vale do Taquari (Univates) e com especialistas ligados à ONU.
A capacitação das mulheres na construção civil será voltada a moradoras de áreas com potencial de alagamento no Vale do Taquari, em situação de vulnerabilidade social.
Realizada em parceria com o Instituto Mulher em Construção, a formação tem como foco reparos básicos residenciais, permitindo que as participantes atuem tanto em suas próprias casas quanto nas comunidades onde vivem, oferecendo serviços de pequenos consertos e apoio à reconstrução em momentos de emergência.
O curso terá duração aproximada de três meses e promove autonomia, geração de renda e fortalecimento do papel das mulheres nos territórios. As aulas estão previstas para começar em março deste ano.
Impacto positivo de longo prazo
A primeira fase da campanha teve início em maio de 2024, com foco no atendimento emergencial.
Nesse período, foram distribuídas mais de 700 mil refeições, 2,3 toneladas de alimentos não perecíveis, 14 mil litros de água, 10 mil itens de higiene e 6 mil kits de cama e banho, além da criação de um fundo de R$ 6 milhões, resultado de uma campanha de arrecadação que triplicava cada real doado pelo público com um aporte direto da MBRF.
A segunda fase, iniciada em julho de 2024, concentrou-se na retomada da vida comunitária, com a distribuição de móveis e eletrodomésticos para mais de 700 famílias, realização de reformas em escolas, mutirões de voluntariado e oferta de apoio psicológico às famílias impactadas pelo evento climático.
Já a terceira etapa começou em fevereiro de 2025, com foco no desenvolvimento social e econômico regional e as refeições bateram a marca de 1 milhão.
Raquel Ogando, presidente do Instituto MBRF, afirmou que o projeto é contínuo e que desde o início da campanha atuaram de forma consistente para a reconstrução das comunidades e em soluções de impacto social a longo prazo.
"Acreditamos na força das parcerias, que foram essenciais em cada etapa desse trabalho. Seguimos contribuindo de forma efetiva para a recuperação e o desenvolvimento das regiões atingidas, porque entendemos que esse é um compromisso permanente", destacou o executivo em nota.
Entre as parcerias chave da iniciativa, estão aquelas com a sociedade civil, com a Emater/RS e com a Univates, visando o apoio técnico a produtores rurais, cozinhas comunitárias, capacitações em boas práticas alimentares e resiliência climática, além de fortalecer o Banco de Alimentos do RS.
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Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS)
(Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS))
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Homens movem pacotes em um barco através de uma rua inundada no centro histórico de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 14 de maio de 2024. Crédito: Anselmo Cunha / AFP)
(Homens movem pacotes em um barco através de uma rua inundada no centro histórico de Porto Alegre)
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Vista das áreas inundadas ao redor do estádio Arena do Grêmio em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tirada em 29 de maio de 2024. A água e a lama tornaram os estádios e sedes do Grêmio e Internacional inoperáveis. Sem locais para treinar ou jogar futebol, os clubes brasileiros tornaram-se equipes itinerantes para evitar as enchentes que devastaram o sul do Brasil. (Foto de SILVIO AVILA / AFP)
(Vista das áreas inundadas ao redor do estádio Arena do Grêmio em Porto Alegre)
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Vista aérea do centro de treinamento do Internacional ao lado do estádio Beira Rio em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tirada em 29 de maio de 2024. Foto de SILVIO AVILA / AFP
(Vista aérea do centro de treinamento do Internacional ao lado do estádio Beira Rio em Porto Alegre)
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Pessoas atravessam uma ponte flutuante para pedestres sobre o rio Forqueta, entre os municípios de Lajeado e Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, Brasil, em 21 de maio de 2024. O Rio Grande do Sul experimentou um desastre climático severo, destruindo pelo menos seis pontes e causando interrupções generalizadas no transporte. O exército respondeu construindo pontes flutuantes para pedestres, uma solução temporária e precária para permitir que a infantaria atravesse rios durante conflitos. (Foto de Nelson ALMEIDA / AFP)
(Pessoas atravessam uma ponte flutuante para pedestres sobre o rio Forqueta)
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Ana Emilia Faleiro usa um barco para transportar suprimentos em uma rua inundada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 26 de maio de 2024. O estado sulista do Rio Grande do Sul está se recuperando de semanas de inundações sem precedentes que deixaram mais de 160 pessoas mortas, cerca de 100 desaparecidas e 90% de suas cidades inundadas, incluindo a capital do estado, Porto Alegre. (Foto de Anselmo Cunha / AFP)
(Ana Emilia Faleiro usa um barco para transportar suprimentos em uma rua inundada em Porto Alegre)
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Um homem limpa sua casa atingida pela enchente no bairro Sarandi, um dos mais atingidos pelas fortes chuvas em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 27 de maio de 2024. Cidades e áreas rurais no Rio Grande do Sul foram atingidas por semanas por um desastre climático sem precedentes de chuvas torrenciais e enchentes mortais. Mais de meio milhão de pessoas fugiram de suas casas, e as autoridades não conseguiram avaliar completamente a extensão dos danos. (Foto de Anselmo Cunha / AFP)
(Um homem limpa sua casa atingida pela enchente no bairro Sarandi)
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Alcino Marks limpa corrimãos sujos de lama após a enchente no bairro Sarandi, um dos mais atingidos pelas fortes chuvas em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 27 de maio de 2024. Esta é a segunda enchente histórica que Marks enfrenta aos 94 anos de idade. A primeira foi em 1941, quando ele morava no centro de Porto Alegre. Cidades e áreas rurais no Rio Grande do Sul foram atingidas por semanas por um desastre climático sem precedentes de chuvas torrenciais e enchentes mortais. Mais de meio milhão de pessoas fugiram de suas casas, e as autoridades não conseguiram avaliar completamente a extensão dos danos. (Foto de Anselmo Cunha / AFP)
(Alcino Marks limpa corrimãos sujos de lama após a enchente no bairro Sarandi)
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(Um trabalhador usa uma mangueira de alta pressão para remover a lama acumulada pela enchente)
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(Destruição no RS após chuvas e enchentes)
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Vista da estátua de José e Anita Garibaldi na inundada Praça Garibaldi, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tirada em 14 de maio de 2024. Foto de Anselmo Cunha / AFP
(Vista da estátua de José e Anita Garibaldi na inundada Praça Garibaldi)
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Resgate de pessoas afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, na Base Aérea de Santa Maria (RS).
(Resgate de pessoas afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, na Base Aérea de Santa Maria)
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Eduardo Leite: “Faremos de tudo para garantir que a reconstrução preserve nossas vocações”
(Eduardo Leite: “Faremos de tudo para garantir que a reconstrução preserve nossas vocações”)
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Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS)
(Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS))
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(Imagem aérea da destruição no Rio Grande do Sul - Força Aérea Brasileira/Reprodução)
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Setor elétrico: Aneel propõe medidas para melhorar resposta a desastres causados pelas mudanças climáticas para melhorar resposta a desastres causados pelas mudanças climáticas.
(Vista aérea mostrando a estrada ERS-448 inundada em Canoas)
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(Vista aérea mostrando a estrada ERS-448 inundada em Canoas, no estado do Rio Grande do Sul)