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Após análise sanitária, China libera frango do RS e conclui reabertura do mercado brasileiro

País asiático reconheceu a erradicação do foco sanitário no estado e a efetividade das medidas adotadas pelo sistema brasileiro de defesa agropecuária

O comércio de carne de frango entre Brasil e China foi interrompido em maio de 2025, após a detecção do primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial localizada em Montenegro (RS) (Leandro Fonseca /Exame)

O comércio de carne de frango entre Brasil e China foi interrompido em maio de 2025, após a detecção do primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial localizada em Montenegro (RS) (Leandro Fonseca /Exame)

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Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 14h16.

A China concluiu, neste mês, o processo de reabertura de seu mercado para a carne de frango brasileira ao revogar a suspensão específica que ainda atingia os embarques provenientes do Rio Grande do Sul. A decisão foi comunicada oficialmente no dia 20 de janeiro pela Administração Geral das Alfândegas da China e encerra um bloqueio regional que permanecia em vigor mesmo após o fim do embargo nacional, anunciado em novembro de 2025.

O comércio de carne de frango entre Brasil e China foi interrompido em maio de 2025, após a detecção do primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial localizada em Montenegro (RS). À época, Pequim optou por impor uma proibição geral às importações do produto brasileiro, medida que afetou todo o País, maior exportador mundial da proteína e principal fornecedor do mercado chinês.

Após a adoção de protocolos sanitários rigorosos e o cumprimento dos prazos internacionais de segurança, o Brasil se declarou livre da gripe aviária em junho do ano passado. Meses depois, em 7 de novembro de 2025, o governo chinês anunciou a revogação do embargo nacional, com base em análise de risco sanitário que incluiu auditorias técnicas realizadas por uma comitiva chinesa no Brasil.

Apesar da liberação geral, o Rio Grande do Sul seguiu com restrições específicas. O estado havia registrado, em julho de 2024, um foco de Doença de Newcastle, o que levou as autoridades chinesas a manterem o bloqueio regional mesmo após a normalização do comércio com outras unidades da federação.

Medidas eficazes

Essa etapa foi superada em janeiro de 2026. Em nota divulgada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a entidade informou que a China reconheceu a erradicação do foco sanitário no estado e a efetividade das medidas adotadas pelo sistema brasileiro de defesa agropecuária. Segundo a associação, a decisão “reforça a confiança das autoridades chinesas no rigor técnico, na transparência e na capacidade de resposta do Brasil diante de eventos sanitários”.

A ABPA destacou ainda que a reabertura do mercado para o Rio Grande do Sul é resultado de um trabalho contínuo de articulação técnica e diplomática liderado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, envolvendo secretarias estratégicas, equipes técnicas, adidos agrícolas e a Embaixada do Brasil em Pequim. O processo incluiu troca permanente de informações, comprovação das ações de controle e alinhamento aos protocolos internacionais de saúde animal.

A China é um dos principais destinos da carne de frango brasileira e exerce papel central no equilíbrio do comércio global do setor. Com a liberação do Rio Grande do Sul, é concluído mais um passo no processo de normalização plena dos fluxos comerciais.

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