Renovação de dois terços do Senado fará com que cada eleitor vote duas vezes para o cargo (Leandro Fonseca/Exame)
Publicado em 5 de março de 2026 às 07h00.
As eleições gerais de 2026 vão exigir atenção redobrada do eleitor: serão seis votos diferentes na urna eletrônica. O pleito definirá presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.
Na hora de selecionar os números na urna, é importante entender a ordem de votação para não confundir as legendas e cargos.
O processo é organizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme as regras da Constituição Federal do Brasil e da legislação eleitoral.
O eleitor precisará votar para seis cargos diferentes no primeiro turno:
A ordem de votação é definida pelo TSE e segue o mesmo padrão nas eleições gerais.
O sistema exige que o cidadão confirme cada voto antes de passar ao próximo cargo.
O Senado Federal é composto por 81 parlamentares, três por estado. O mandato é de oito anos, mas a renovação ocorre de forma alternada: em uma eleição renova-se um terço das cadeiras; na seguinte, dois terços.
Em 2026, haverá renovação de dois terços do Senado, o que corresponde a 54 cadeiras. Por isso, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado.
Segundo o Senado Federal, o modelo busca garantir continuidade institucional.
De acordo com a Constituição Federal, o voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos que cumpram os seguintes requisitos:
O voto é facultativo para:
Mesmo sendo facultativo, esses eleitores podem participar normalmente do processo eleitoral, caso queiram.
O segundo turno ocorre apenas para cargos do Poder Executivo que exigem maioria absoluta. Ou seja, mais de 50% dos votos válidos.
Os governadores passam pelo segundo turno quando nenhum candidato atinge a maioria no primeiro turno. Os cargos legislativos, como deputados e senadores, são definidos em turno único.