Economia

Crédito no Brasil aumenta 500% nos últimos dez anos

Apesar da expansão, para a Anefac, o volume de crédito ainda é baixo se for comparado com as principais economias do mundo


	Cartão de crédito: estudo aponta que, entre junho de 2003 e de 2013, a concessão de crédito sofreu uma "forte expansão"
 (Divulgação)

Cartão de crédito: estudo aponta que, entre junho de 2003 e de 2013, a concessão de crédito sofreu uma "forte expansão" (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 17 de setembro de 2013 às 21h55.

São Paulo - O volume de crédito no Brasil aumentou mais de 500% nos dez últimos anos e passou a representar 55,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administrações e Contabilidade (Anefac).

O estudo aponta que, entre junho de 2003 e de 2013, a concessão de crédito sofreu uma "forte expansão", passando de R$ 381,3 bilhões a R$ 2,5 trilhões no sexto mês deste ano. Esses números indicam um aumento de pouco mais do dobro em relação ao PIB, ao passar de 24,7% para 55,2%.

No entanto, apesar da expansão, para a Anefac, o volume de crédito ainda é baixo se for comparado com as principais economias do mundo, onde este número representa 100% do PIB.

"Este dado mostra que ainda temos um ambiente propício para a expansão do crédito", explicou o diretor-executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Segundo o relatório, o aumento da demanda de crédito foi maior entre as pessoas físicas, passando de R$ 82,5 bilhões para R$ 715,1 bilhões nos últimos dez anos, o que representa um aumento de 766,7%.

O crédito das empresas, por sua vez, saltou de R$ 132,2 bilhões para R$ 730,3 bilhões, 452,4% a mais.

O resto do crédito foi "dirigido", ou seja, os bancos tiveram que dedicá-lo a certos setores por legislação oficial.

No que diz respeito a taxa de juros, esta caiu de 56,7% anual em junho de 2003 para 26,5% em junho deste ano.

Para o diretor-executivo, na última década também aconteceu um aumento dos prazos médios de financiamento e uma queda de 5,2 pontos percentuais de inadimplência.

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