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Vendas internas de produtos químicos crescem 6,90%

Segundo a Abiquim, o avanço foi estimulado pela desoneração de PIS/Cofins sobre a compra de matérias-primas da primeira e da segunda geração petroquímica

A Abiquim informa ainda que no acumulado dos primeiros seis meses do ano as vendas internas cresceram 2,58% e a produção, 1,81% (Divulgacao)
DR

Da Redação

Publicado em 1 de agosto de 2013 às 11h43.

São Paulo - As vendas internas de produtos químicos de uso industrial registraram crescimento de 6,90% no mês de junho em relação a maio, informou, nesta quinta-feira, 1, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Segundo a Abiquim, o avanço foi estimulado pela desoneração de PIS/Cofins sobre a compra de matérias-primas da primeira e da segunda geração petroquímica, seguida pela desvalorização do real em relação ao dólar, que tornou o produto no mercado nacional mais atrativo.

A Abiquim informa ainda que no acumulado dos primeiros seis meses do ano as vendas internas cresceram 2,58% e a produção, 1,81%. A Associação destaca que os números de produção e vendas do primeiro semestre de 2013 são os melhores dos últimos sete anos.

Já o consumo aparente nacional (produção mais importação e menos exportação), que mede o comportamento da demanda doméstica na ponta, apresentou entre janeiro e junho uma elevação de 8,8%.

Em nota à imprensa, a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, avalia que o atual cenário pode melhorar ainda mais.

"As expectativas são positivas em termos de produção com a conversão da MP 613 em lei, além da possibilidade de elevação da utilização da capacidade instalada, que ainda está baixa, em torno de 82%. Há espaço para subir esse índice em dez pontos", afirma.


Já em relação ao índice de preços, a Abiquim informa que houve deflação de 2,04% e 0,48% nos meses de maio e junho, respectivamente. Nos últimos 12 meses, a variação dos preços acumula alta de 3,66%.

Balança comercial

O volume de importações manteve a trajetória de crescimento de janeiro a junho, com alta de 25,8% sobre igual período do ano anterior. Na lista de produtos mais importados lideram os intermediários para fertilizantes (+35,9%, sendo que a ureia teve alta de 60,9% em volume), os petroquímicos básicos (+22,3%, sobretudo metanol, cujas importações cresceram 20,6%) e as resinas termoplásticas (+25,3%, notadamente polietilenos, que cresceram 31,4%).

As exportações, por sua vez, caíram 2,7% no primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2012. A Abiquim informa que ainda não há como aferir qual será o impacto da valorização do dólar sobre os resultados da balança comercial de produtos químicos, todavia, analisando as informações até o mês de junho, percebe-se uma redução na taxa de crescimento das importações, bem como uma ligeira melhora nas exportações.

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São Paulo - As vendas internas de produtos químicos de uso industrial registraram crescimento de 6,90% no mês de junho em relação a maio, informou, nesta quinta-feira, 1, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Segundo a Abiquim, o avanço foi estimulado pela desoneração de PIS/Cofins sobre a compra de matérias-primas da primeira e da segunda geração petroquímica, seguida pela desvalorização do real em relação ao dólar, que tornou o produto no mercado nacional mais atrativo.

A Abiquim informa ainda que no acumulado dos primeiros seis meses do ano as vendas internas cresceram 2,58% e a produção, 1,81%. A Associação destaca que os números de produção e vendas do primeiro semestre de 2013 são os melhores dos últimos sete anos.

Já o consumo aparente nacional (produção mais importação e menos exportação), que mede o comportamento da demanda doméstica na ponta, apresentou entre janeiro e junho uma elevação de 8,8%.

Em nota à imprensa, a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, avalia que o atual cenário pode melhorar ainda mais.

"As expectativas são positivas em termos de produção com a conversão da MP 613 em lei, além da possibilidade de elevação da utilização da capacidade instalada, que ainda está baixa, em torno de 82%. Há espaço para subir esse índice em dez pontos", afirma.


Já em relação ao índice de preços, a Abiquim informa que houve deflação de 2,04% e 0,48% nos meses de maio e junho, respectivamente. Nos últimos 12 meses, a variação dos preços acumula alta de 3,66%.

Balança comercial

O volume de importações manteve a trajetória de crescimento de janeiro a junho, com alta de 25,8% sobre igual período do ano anterior. Na lista de produtos mais importados lideram os intermediários para fertilizantes (+35,9%, sendo que a ureia teve alta de 60,9% em volume), os petroquímicos básicos (+22,3%, sobretudo metanol, cujas importações cresceram 20,6%) e as resinas termoplásticas (+25,3%, notadamente polietilenos, que cresceram 31,4%).

As exportações, por sua vez, caíram 2,7% no primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2012. A Abiquim informa que ainda não há como aferir qual será o impacto da valorização do dólar sobre os resultados da balança comercial de produtos químicos, todavia, analisando as informações até o mês de junho, percebe-se uma redução na taxa de crescimento das importações, bem como uma ligeira melhora nas exportações.

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