Economia

Varejo brasileiro tem em 2016 pior resultado desde 2000

Comércio registrou queda de 6,6% no ano passado na comparação com 2015, com apenas um setor pesquisado registrando alta na atividade

Concessionária: maior queda do comércio ocorreu no segmento de veículos, motos e peças, com recuo de 13 por cento (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Concessionária: maior queda do comércio ocorreu no segmento de veículos, motos e peças, com recuo de 13 por cento (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

R

Reuters

Publicado em 9 de janeiro de 2017 às 10h39.

São Paulo - A atividade do comércio no Brasil caiu 6,6 por cento em 2016, tendo o pior resultado desde os anos 2000, pressionada por um ambiente de juros elevados e desemprego, informou nesta segunda-feira e empresa de informações de crédito Serasa Experian.

Até então, o pior resultado da série histórica iniciada há 16 anos havia sido em 2002, quando houve recuo de 4,9 por cento na atividade do comércio brasileiro em razão do racionamento de energia elétrica. Em 2015, a atividade recuou 1,3 por cento.

Segundo a Serasa, entre os segmentos avaliados, apenas combustíveis e lubrificantes teve performance positiva no ano passado, subindo 1,8 por cento sobre 2015.

A maior queda ocorreu no segmento de veículos, motos e peças, com recuo de 13 por cento; seguido por tecidos, vestuário, calçados e acessórios, que caiu 12,6 por cento; enquanto móveis, eletroeletrônicos e informática apresentou retração de 11,1 por cento.

Em 26 de dezembro, a empresa divulgou que as vendas de Natal do varejo brasileiro caíram pelo terceiro ano consecutivo, tendo o pior desempenho em 14 anos.

Acompanhe tudo sobre:ComércioVarejoeconomia-brasileiraSerasa Experian

Mais de Economia

Fim da escala 6x1: entenda o projeto enviado por Lula ao Congresso e o que muda aos trabalhadores

Lula envia ao Congresso projeto que propõe o fim da escala 6x1

Governo determina que distribuidoras informem margem de lucro em adesão à subvenção dos combustíveis

Tesouro planeja emitir títulos em euro após mais de uma década