Uruguai se diz preocupado com grau de investimento do Brasil

O presidente do Uruguai mostrou preocupação pela perda do grau de investimento do Brasil e disse que espera impacto na economia de seu país

Montevidéu - O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, mostrou nesta quinta-feira preocupação pela perda do grau de investimento do Brasil e disse que espera impacto na economia de seu país, apesar de confiar que ele seja o "menor possível".

A agência Standard & Poor's rebaixou ontem a nota de risco do Brasil ao nível BB+, considerado como "bônus lixo", o que representa a perda do chamado "grau de investimento", qualificação dada aos países bons pagadores que o Brasil tinha desde 2008.

"É preocupante e seguramente terá algum impacto sobre o Uruguai. Não esqueçamos que o Brasil é um forte comprador de produtos uruguaios, e essa perda de grau de investimento pode impactar ainda mais na economia brasileira e restringir ainda mais essas compras", afirmou Vázquez.

As declarações foram dadas após uma reunião com o presidente da Associação Rural do Uruguai (ARU), Ricardo Reilley, uma entidade que também expressou preocupação com a situação do Brasil. Vázquez indicou que está acompanhando a crise brasileira "muito a minuto".

A economia do Brasil atravessa um período de profundas turbulências, e o governo admite que neste ano que o Produto Interno Bruto (PIB) do país sofrerá uma retração de 1,49%, embora analistas do setor privado afirmem que a queda será maior, de 2,44%.

Segundo dados oficiais, a economia brasileira já entrou em uma recessão técnica, pois no segundo trimestre de 2015 registrou contração de 1,9%, após a redução de 0,7% nos três primeiros meses.

Devido à crise, o governo federal reduziu no mês passado a meta de superávit fiscal primário de 0,15% do PIB nesse ano e, recentemente, apresentou uma proposta de orçamento com um déficit de R$ 30,5 bilhões para 2016.

O rebaixamento da nota de Standard & Poor's, que reconhecia o Brasil como um destino seguro para os investidores, era esperado pelo mercado, já que a agência tinha alertado sobre a possibilidade em julho. 

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