SP2B: segundo a organização, festival atingiu os resultados projetados para a sua primeira edição (Divulgação)
Repórter de Marketing
Publicado em 15 de agosto de 2026 às 15h59.
Última atualização em 16 de agosto de 2026 às 13h06.
Criar um festival de inovação tão grande quanto São Paulo. Essa era a ideia de Rafael Lazarini ao pensar o SP2B – São Paulo Beyond Business. Para além de palestras e palcos cheios de debates, o CEO e fundador do SP2B queria um lugar em que ideias, negócios e pessoas pudessem circular com facilidade, promovendo encontros inesperados.
Inspirado no South by Southwest (SXSW), festival de inovação, tecnologia e cultura realizado em Austin (EUA), o SP2B nasceu de uma percepção de Lazarini sobre São Paulo: “Apesar de a cidade concentrar uma extensa agenda de eventos corporativos e de negócios, faltava alguma coisa que preenchesse esse vazio de um evento maior”, diz o executivo em entrevista à EXAME.
Após cinco anos de planejamento e uma coalizão de apoiadores dos setores público e privado, o SP2B aconteceu. O Parque do Ibirapuera foi o espaço escolhido para sediar essa primeira edição do evento, a fim de replicar uma atmosfera semelhante à de Austin.
“A ideia sempre foi encontrar um espaço onde as pessoas pudessem circular, esbarrar com outras pessoas e continuar uma discussão vista em um painel, sem deixar as experiências restritas ao que acontece dentro das salas de conteúdo”, conta Lazarini. O executivo completa:
A primeira edição contou com Claro, Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura de São Paulo, Itaú, C6 Bank, Sabesp, C&A e Urbia entre os parceiros.“Queríamos criar uma espécie de cidade dentro da cidade.”
O SP2B acontece até domingo, 16, mas a organização já divulgou um balanço parcial dessa primeira edição. Até a sexta-feira, 14, a conferência havia recebido 45.286 espectadores credenciados, com expectativa de alcançar pelo menos 70 mil pessoas até o final do evento.
Para isso, a organização conta bastante com o público que comparecerá para acompanhar os shows do último fim de semana — Criolo no sábado e BaianaSystem no domingo.
Ao longo da semana, cerca de 2 mil palestrantes passaram pelos 20 palcos do festival, totalizando mais de 759 painéis. A operação envolveu aproximadamente 2.500 profissionais e, segundo Lazarini, o impacto sobre o público do Parque Ibirapuera pode se aproximar de 500 mil com o movimento do fim de semana.
“O Museu Afro teve um aumento de 30% no fluxo, comparado ao mesmo período do ano passado. Já o Planetário teve a visita de mais de 1.000 pessoas por dia durante a semana. Esses números nos deixam muito felizes e nos mostram que aquele objetivo que um dia foi um grande sonho foi atingido”, diz o CEO.
A tentativa de ir além de uma conferência tradicional aparece também na maneira como Lazarini define o SP2B. Desde antes da estreia, a organização tratava o projeto como um movimento, não como um evento anual.
“Desde o começo falamos que o SP2B não é um evento, é um movimento. E vimos esse movimento acontecendo: um movimento de verdade, de ideias, de pessoas indo de um prédio para outro, de uma palestra para a outra”, avalia.
A organização também já anunciou a realização da segunda edição do SP2B em 2027, de 9 a 15 de agosto, novamente no Ibirapuera. A Claro continuará como patrocinadora master, e as parcerias com a Prefeitura, o Governo do Estado, a Urbia e a C&A também foram renovadas.
“Óbvio que temos uma série de ajustes operacionais para fazer, como qualquer evento que tem uma curva de maturação. Mas, hoje, temos uma confiança muito grande em anunciar a edição de 2027 e falar do futuro, baseado no sucesso que foi essa semana”, finaliza Lazarini.