Economia

Reforma trabalhista pode criar 5 mi de empregos, diz ministro

Ronaldo Nogueira explica que os novos postos, porém, não são de contratos indeterminados - seriam vagas temporárias ou de meio período

Emprego: na reforma enviada pelo governo ao Congresso, há a proposta de aprimoramento dos contratos de trabalho temporários e de jornada parcial (Paulo Whitaker/Reuters)

Emprego: na reforma enviada pelo governo ao Congresso, há a proposta de aprimoramento dos contratos de trabalho temporários e de jornada parcial (Paulo Whitaker/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 16 de fevereiro de 2017 às 16h05.

Brasília - O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, reafirmou que, caso a reforma trabalhista seja aprovada, até 5 milhões de empregos podem ser criados no médio e longo prazo.

A projeção é feita com base em estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Os novos postos, porém, não são de contratos indeterminados - seriam vagas temporárias ou de meio período.

Na reforma enviada pelo governo ao Congresso, há a proposta de aprimoramento dos contratos de trabalho temporários e de jornada parcial. A ideia do governo é modificar esses instrumentos para que sejam usados com mais frequência.

Ao defender essa medida durante sessão da Comissão da Reforma Trabalhista na Câmara, Nogueira disse que os países desenvolvidos têm, em média, 16% das vagas do mercado de trabalho ocupadas por contratos temporários e de jornada parcial.

"No Brasil, só 6% dos contratos são desse tipo. Então, com base na nossa base de 50 milhões (de contratos), nós teríamos capacidade de crescimento de 5 milhões", disse, ao projetar participação semelhante de 16% no mercado de trabalho do Brasil.

O efeito, explicou, não será imediato e as vagas seriam criadas no médio e longo prazo "pela capacidade de desenvolvimento econômico que o Brasil tem".

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