Economia

Prévia do PIB: IBC-Br sobe 0,8% em março, acima da expectativa do mercado

Na comparação com março de 2024, o IBC-Br teve alta de 3,5%. No acumulado de 12 meses, a prévia do PIB registra 4,2%

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 19 de maio de 2025 às 09h13.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB do Brasil, registrou alta de 0,8% em março na comparação com fevereiro. O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo Banco Central (BC).

Em fevereiro, o indicador subiu 0,4%. O resultado veio acima da expectativa do mercado, que esperava alta de 0,50%.

Na comparação com março de 2024, o IBC-Br teve alta de 3,5%. No acumulado de 12 meses, a prévia do PIB registra 4,2%.

No consolidado do trimestre encerrado em março, o indicador encerrou com expansão de 3,7%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a variação positiva foi de 1,3%.

O que é o IBC-Br?

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC" para o PIB, o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Publicado desde março de 2010, o IBC-Br tem o objetivo, segundo o BC, de mensurar a evolução da atividade econômica do país e “contribuir para a elaboração de estratégia de política monetária”. Na prática, o índice serve como parâmetro os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) para avaliarem o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses e como a Selic afeta a dinâmica de crescimento.

O próprio BC afirma que por se tratar de indicador de atividade, a taxa de crescimento do IBC-Br é frequentemente comparada à do PIB. Embora a comparação seja natural, a autoridade monetária afirma que há diferenças conceituais, metodológicas e mesmo de frequência de apuração dos dois.

Acompanhe tudo sobre:PIB do BrasilPIBIBC-Br

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 5ª vez consecutiva

Após ata, aposta por corte de 0,5 ponto na Selic em março ganha força

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1