James Martin/CNET
Estagiária
Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 14h56.
O movimento recente da Meta, após anos de insvetimentos no metaverso, recoloca em pauta um ponto central em ambientes de alta exigência: a capacidade de sustentar decisões estratégicas sob questionamento público.
Há poucos anos, o metaverso era definido como “a próxima evolução da conexão social e o sucessor da internet móvel”. A empresa mudou de nome para refletir essa tese, ampliou contratações, viu suas ações avançarem e reforçou uma narrativa de expansão.
Depois de investir bilhões na iniciativa, promoveu cortes, reduziu custos e redirecionou esforços para a disputa em IA. Para o mercado, a mudança é brusca; internamente, representa ajuste de rota sob pressão. As informações foram retiradas de Inc.
A aposta no metaverso não foi um experimento pontual, representava uma tese sobre o futuro da interação digital. O ponto central, é que grandes apostas nem sempre se materializam no prazo esperado.
O mercado se move, a paciência de investidores varia e a pressão por receita se impõe. Nesse ambiente, convicção precisa conviver com adaptabilidade. Isso implica não apenas rever a alocação de recursos, mas sustentar a mudança de direção.
Em empresas do porte da Meta, não existe recalibração silenciosa, funcionários questionam, investidores analisam sinais e críticos amplificam inconsistências.
Em momentos de euforia, contratar sinaliza ambição, mas quando o ritmo desacelera, equipes grandes limitam a flexibilidade. Reduzir quadro é uma decisão operacional e cultural.
Ao declarar 2023 como o “ano da eficiência”, Mark Zuckerberg não apenas começou a agir de forma diferente, mas assumiu publicamente que a empresa estava mudando o rumo estratégico.
Implementar eficiência significou revisar projetos antes protegidos, exigir justificativas de gestores e priorizar iniciativas com maior potencial de retorno. A mudança não se resume ao corte de custos, mas também pressupõe clareza sobre o que gera valor e o que representa inércia organizacional.
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