Economia

Premiê da Húngria defende impostos para se recuperar

Viktor Orban defendeu a manutenção dos impostos especiais, como as taxas seletivas aos bancos e aos outros setores dominados por companhias estrangeiras

Primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban: "quando você está em apuros e os seus vizinhos também são atingidos pela crise, seguir políticas econômicas padronizadas geralmente não funciona", disse (Vincent Kessler/Reuters)

Primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban: "quando você está em apuros e os seus vizinhos também são atingidos pela crise, seguir políticas econômicas padronizadas geralmente não funciona", disse (Vincent Kessler/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 18 de julho de 2013 às 20h13.

Budapeste - O primeiro-ministro da Húngria, Viktor Orban, atribui a recente recuperação econômica do país às políticas não convencionais adotadas por seu governo. Ele defendeu a manutenção dos impostos especiais, como as taxas seletivas aos bancos e aos outros setores que são dominados por companhias estrangeiras.

A Hungria está saindo da recessão, impulsionada pela melhora da produção econômica nos três primeiros meses deste ano. O déficit do orçamento está entre os mais baixos da Europa, e é um dos poucos países do continente, onde os níveis de dívida pública estão em declínio, mesmo estando em um nível elevado.

"Quando você está em apuros e os seus vizinhos também são atingidos pela crise, seguir políticas econômicas padronizadas geralmente não funciona", disse Orban, em entrevista. "É preciso adotar medidas direcionadas. As pessoas dizem que tais políticas são pouco ortodoxas", acrescenta.

Desde que chegou ao poder em 2010, Orban tomou medidas, como impostos especiais para os bancos e outras empresas, que receberam críticas da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O primeiro-ministro deixou claro que ele não pretende mudar seu "sistema fiscal" em breve. Orban disse que até que a dívida pública reduza abaixo de 50% do Produto Interno Bruto (PIB), ele não pode fazer alterações. "Isso pode levar uma década", disse. Fonte: Dow Jones Newswires.

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