Economia

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA têm alta inesperada

Os pedidos iniciais totalizaram 870 mil na semana encerrada em 19 de setembro segundo dados ajustados sazonalmente, contra 866 mil na semana anterior

Placa de um centro para empregos em San Diego.  (Mike Blake/Reuters)

Placa de um centro para empregos em San Diego. (Mike Blake/Reuters)

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Reuters

Publicado em 24 de setembro de 2020 às 09h55.

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou inesperadamente na semana passada, sustentando a visão de que a recuperação econômica da Covid-19 está perdendo força em meio à diminuição do financiamento do governo.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 870 mil na semana encerrada em 19 de setembro segundo dados ajustados sazonalmente, contra 866 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters esperavam 840 mil pedidos na semana passada.

Os pedidos estão acima do pico de 665 mil durante a Grande Recessão de 2007-09, mas caíram ante o recorde de 6,867 milhões no fim de março. Embora a reabertura de empresas em maio tenha impulsionado a atividade, a demanda no setor de serviços permanece fraca, mantendo as dispensas elevadas.

Os cortes de empregos também chegaram a setores como de serviços financeiros e tecnologia, que não foram inicialmente impactados pelos fechamentos obrigatórios em meados de março.

O dinheiro do governo para ajudar empresas praticamente acabou. Dezenas de milhares de trabalhadores do setor aéreo podem enfrentar demissões ou dispensas no próximo mês a menos que a Casa Branca e o Congresso concedam novo pacote de resgate.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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