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Para Dias, governo pode atingir 6 milhões de empregos

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, participou nesta tarde do lançamento do Plano Nacional de Combate à Informalidade

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Da Redação

Publicado em 22 de maio de 2014 às 16h20.

Brasília - O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, revisou nesta quinta-feira, 22, a meta de geração de vagas durante os quatro anos do governo Dilma Rousseff.

"Até abril, o Brasil gerou 4.950 mil empregos no governo da presidenta. Esperamos ter um bom maio, passando os 5 milhões e acredito que podemos atingir 6 milhões de empregos até o final do ano", afirmou.

O ministro participou nesta tarde do lançamento do Plano Nacional de Combate à Informalidade, cuja meta é tentar zerar o déficit de 17,1 milhões de trabalhadores sem registro, conforme levantamento do IBGE-PNAD em junho de 2013.

Dias considerou a meta como parte de um processo que o Brasil precisa atingir como grande potência para ser respeitado na comunidade internacional.

"O objetivo da nossa ação, em melhorar e aperfeiçoar a formalização de todos os nossos trabalhadores, é acompanhar essa atualização que o Brasil precisa ter se quiser ser uma grande potência e conseguir o respeito e a consideração que deve ter para ser um país sério que cuida de todos", disse.

Dias afirmou ainda que o governo conseguiu inverter a lógica da informalidade nos últimos anos.

"Conseguimos inverter o quadro, que antes era 60% de informal e 40% formal. Hoje, somos 60% formal e 40% informal", comparou.

A informalidade, contudo, segue no interior do País, especialmente na zona rural. Os técnicos do ministério estimaram que em cidades com este perfil, cerca de 90% dos trabalhadores não sejam registrados.

Agora, a pasta vai iniciar uma série de ações para chegar a essas regiões, incluindo a impressão móvel de carteiras de trabalho, além de campanhas publicitárias para explicar os benefícios da formalização para o empregador e os empregados.

O ministro disse ainda que novos auditores fiscais devem ser contratados para atender a nova demanda.

"Não temos tido até agora a estrutura correta para acessar essas áreas", observou Dias.

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