Economia

País tem melhor resultado fiscal para março desde 2001

A União, os estados e os municípios economizaram R$ 13,6 bilhões para o pagamento de juros da dívida pública

O Governo Central (Tesouro Nacional, BC e Previdência) economizou R$ 9,676 bilhões (Divulgação/Banco Central)

O Governo Central (Tesouro Nacional, BC e Previdência) economizou R$ 9,676 bilhões (Divulgação/Banco Central)

DR

Da Redação

Publicado em 29 de abril de 2011 às 11h46.

Brasília – A União, os estados e os municípios economizaram R$ 13,6 bilhões em março para o pagamento de juros da dívida pública, de acordo com Relatório de Política Fiscal divulgado hoje (29) pelo Banco Central (BC). É o melhor resultado para o mês desde o início da série, em 2001. O Governo Central (Tesouro Nacional, BC e Previdência) economizou R$ 9,676 bilhões e os governos regionais, 4,436 bilhões. Já as empresas estatais registraram déficit de R$ 511 milhões.

Essa economia, conhecida como superávit fiscal consolidado, foi 71,86% maior do que os R$ 7,913 bilhões de fevereiro, mas inferior aos R$ 17,748 bilhões registrados em janeiro. No ano, o superávit primário consolidado do setor público acumula R$ 39,262 bilhões, e nos últimos 12 meses soma R$ 121,9 bilhões, equivalentes a 3,23% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país. A meta do governo é chegar ao fim de 2011 com superávit de R$ 117,9 bilhões.

O relatório do BC destaca, também, que as despesas com juros da dívida atingiram R$ 20,549 bilhões no mês, 7,5% a mais do que os R$ 19,115 bilhões de despesas com juros em fevereiro. No ano, os desembolsos com juros somam R$ 58,945 bilhões, contra R$ 40,490 bilhões em igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o total de gastos com juros soma R$ 208,913 bilhões, equivalentes a 5,53% do PIB.

Descontados os gastos com juros da economia feita para o superávit primário, o país contabiliza déficit nominal de R$ 6,949 bilhões em março. Esse déficit sobe para R$ 19,683 bilhões no trimestre, e nos últimos 12 meses até março alcança R$ 87,055 bilhões, que correspondem a 2,31% do PIB, estimado pelo BC em R$ 3,736 trilhões.

A trajetória crescente das despesas com juros em relação ao superávit primário foi influenciada, principalmente, pelo aumento da inflação nos últimos seis meses e pela retomada do processo de altas da taxa básica de juros (Selic), que foi reajustada de 10,75% para 11,75% ao ano no primeiro trimestre, de acordo com nota técnica que acompanha o relatório do BC. Na reunião realizada na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic para 12% ao ano.

Acompanhe tudo sobre:Mercado financeiroTesouro NacionalBanco CentralDívida públicaPolítica fiscal

Mais de Economia

Governo prevê alta das exportações de petróleo em 2026, diz Alckmin

Veja os 10 países que mais importaram produtos do Brasil em 2025

Balança comercial tem superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, queda de 7,9%

EUA e mais de 100 países chegam a acordo sobre imposto mínimo global com a OCDE