Economia

Otimismo é uma característica brasileira, diz Ipea

Índice medido pelo instituto mostra que todas as faixas de renda e escolaridade no país estão otimistas

A população brasileira está otimista com o futuro, mostrou o Ipea (Ricardo Correa/EXAME)

A população brasileira está otimista com o futuro, mostrou o Ipea (Ricardo Correa/EXAME)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de fevereiro de 2012 às 19h56.

Brasília - O otimismo sobre o futuro do Brasil é uma característica geral, apesar de algumas variações de acordo com renda e escolaridade. A constatação foi feita pelos pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), responsáveis pela elaboração do Índice de Expectativa das Famílias (IEF), divulgado hoje, em Brasília.

De acordo com o estudo, o grupo com renda de quatro a cinco salários mínimos é o mais confiante sobre as expectativas econômicas do Brasil pelos próximos 12 meses (63,03%). Por sua vez, a faixa da população com renda até um salário mínimo tem a menor expectativa positiva para os próximos 12 meses (55,53%). Apesar disso, em setembro, essa porcentagem subiu 1,73 ponto percentual em relação ao mês de agosto (53,8%).

Quanto à escolaridade, nota-se maior otimismo na faixa da população com ensino médio incompleto (67,58%). Aqueles que não possuem escolaridade ou que têm nível superior ou pós-graduação apresentam, aproximadamente, 37% de expectativas negativas para os próximos 12 meses.

Observa-se uma queda de aproximadamente 7 e 5 pontos percentuais para os grupos sem escolaridade e com fundamental incompleto, respectivamente. Assim como a expectativa sobre a situação econômica financeira para os próximos 12 meses, a população com ensino médio incompleto apresentou a expectativa mais otimista para a situação financeira da família daqui a um ano, com 83,33%.

A pesquisa mostra que, em setembro, as expectativas otimistas aumentaram na proporção em que o salário era mais elevado, apresentando o seu menor índice (69,42%) entre aqueles que ganham até 1 salário mínimo e o mais alto (87,14%) entre aqueles que recebem mais de 10 salários mínimos.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaDados de BrasilConfiançaIpeaNível de confiança

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 5ª vez consecutiva

Após ata, aposta por corte de 0,5 ponto na Selic em março ganha força

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1