Economia

OMC diz que Argentina desrespeita regras comerciais

Declaração condena imposição de barreiras a produtos vendidos por Estados Unidos, União Europeia e Japão pelo país latino

Presidente Cristina Kirchner conversa com seu ministro da Economia, Axel Kicillof (Juan Mabromata/AFP)

Presidente Cristina Kirchner conversa com seu ministro da Economia, Axel Kicillof (Juan Mabromata/AFP)

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Da Redação

Publicado em 22 de agosto de 2014 às 15h04.

Genebra - A <strong><a href="https://exame.com.br/topicos/argentina">Argentina</a></strong> desrespeitou as regras de comércio global, impondo barreiras a produtos vendidos por <strong><a href="https://exame.com.br/topicos/estados-unidos">Estados Unidos</a></strong>, <strong><a href="https://exame.com.br/topicos/uniao-europeia">União Europeia</a></strong> e <strong><a href="https://exame.com.br/topicos/japao">Japão</a></strong>, determinou nesta sexta-feira um painel da Organização Mundial de Comércio (<strong><a href="https://exame.com.br/topicos/omc">OMC</a></strong>).</p>

Na sentença, a OMC pede que a Argentina "ponha em conformidade as medidas incompatíveis com as suas obrigações relativas às regras internacionais".

Washington elogiou a decisão. "Essa é uma grande vitória para os trabalhadores, fabricantes e agricultores americanos", afirmou o representante de comércios dos EUA, Michael Froman, em comunicado.

"As medidas protecionistas da Argentina têm impacto em um amplo segmento de exportações dos EUA, afetando bilhões de dólares em exportações todos os anos", acrescentou.

O painel contra a Argentina na OMC foi criado em 2013 por Estados Unidos, União Europeia e Japão. Os três demandantes acusaram o país de impôr restrições que prejudicam suas exportações. Uma das queixas é de que empresas que desejam exportar para a Argentina são obrigadas, em contrapartida, a importar produtos argentinos.

Um dos casos mais emblemáticos é do fabricante alemão Porsche, que precisou se comprometer a comprar vinho e azeite de oliva argentinos para poder introduzir seus veículos no país.

A Argentina pode recorrer à decisão do painel anunciada nesta sexta-feira.

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