Economia

Nova Zelândia publica versão final do Acordo Transpacífico

A verificação legal representa o passo final na negociação de um tratado antes de sua assinatura, e envolve a revisão do texto pelos analistas legais dos países


	Transpacífico: "Esta é a versão final do acordo, que será assinado pelos países do TPP em fevereiro"
 (Saul Loeb / AFP)

Transpacífico: "Esta é a versão final do acordo, que será assinado pelos países do TPP em fevereiro" (Saul Loeb / AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de janeiro de 2016 às 07h31.

Sydney - A Nova Zelândia publicou nesta terça-feira o texto "legalmente verificado" do Acordo de Associação Transpacífico (TPP), antes da assinatura, marcada para o próximo dia 4 de fevereiro em Auckland, do tratado que inclui 40% da economia mundial.

"Esta é a versão final do acordo, que será assinado pelos países do TPP em fevereiro. A Nova Zelândia espera ansiosa por este grande evento, do qual será anfitriã", disse o ministro neozelandês de Comércio, Todd McClay, em comunicado.

A verificação legal representa o passo final na negociação de um tratado antes de sua assinatura, e envolve a revisão do texto pelos analistas legais dos países que fazem parte do pacto para que se certifiquem que está de acordo com o estipulado.

A Nova Zelândia, na qualidade de depositário do TPP, publicou uma versão preliminar do texto em 5 de novembro de 2015, e também deve divulgar esta última versão em francês e em espanhol.

O acordo, que após sua assinatura deverá ser apresentado pelos governos das 12 nações envolvidas aos seus parlamentos para ratificação, criará a maior zona de livre-comércio do mundo, que incluirá Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão,Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Estados Unidos e Vietnã.

O acordo foi fechado em outubro, após cinco anos de negociações e uma longa sessão final de conversas em Atlanta, nos EUA.

O TPP foi criticado pelo sigilo que rodeou as conversas e porque, segundo ONGs e centrais sindicais, põe em perigo os direitos trabalhistas, o acesso a medicamentos e o meio ambiente.

O fechamento do acordo, que é visto como um contrapeso ao domínio econômico da China na região do Pacífico, também teve que superar desacordos pelas cotas agrícolas, da automação, das leis de propriedade intelectual e dos prazos de patentes farmacêuticas.

Acompanhe tudo sobre:ComércioPaíses ricosNova ZelândiaParceria Transpacífico

Mais de Economia

Produção industrial tem primeira queda de 2026 em maio

FMI deve revisar para cima previsão de crescimento do Brasil em 2026, diz Dario Durigan

Governo começará a retirar subsídio à gasolina na próxima semana, reforça ministro da Fazenda

Payroll: EUA cria 57 mil vagas de emprego em junho, abaixo do esperado