Neymar: jogador sofreu uma lesão na panturrilha, mas já retornou aos gramados ((Foto: Mauro Pimentel / AFP))
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Publicado em 3 de julho de 2026 às 11h09.
O técnico Carlo Ancelotti garantiu que Neymar está totalmente recuperado e pode atuar durante os 90 minutos, caso seja necessário, nas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o treinador também comentou a estratégia utilizada na vitória sobre o Japão, elogiou Erling Haaland antes do duelo contra a Noruega e fez um balanço do primeiro ano à frente da Seleção Brasileira.
Após ser preservado no banco de reservas contra os japoneses e sequer entrar em campo, Neymar volta a ser uma das principais dúvidas para o confronto deste domingo.
"O importante é que ele pode jogar. Quanto tempo jogará, ninguém sabe. Ele tem experiência para manejar os minutos do jogo, o ritmo. Quando eu entender que a equipe precisa dele, vou colocá-lo", afirmou Ancelotti.
Questionado se o camisa 10 já reúne condições físicas para atuar durante toda a partida, o italiano foi categórico. "Sim. Ele pode jogar 90 minutos."
Carlo Ancelotti: técnico completa um ano no comando da Seleção Brasileira (Megan Briggs / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
O treinador também comentou a decisão de deixar Neymar no banco diante do Japão. Segundo Ancelotti, a escolha fazia parte do planejamento para o confronto e não representava qualquer problema na relação com o atacante.
"Ele não está conformado, mas está se comportando muito bem. Está treinando muito bem. Neymar é muito respeitoso, amável e querido pelos companheiros. É um caráter importante na equipe porque tem qualidade e é uma pessoa muito humilde. Estou muito contente com ele. E obviamente ele quer jogar, como sempre jogou. Não pede 'quero jogar', mas isso é bastante claro. E positivo. Um jogador não pode ficar contente de estar no banco."
O próximo desafio da Seleção será diante da Noruega, no domingo, 5, pelas oitavas de final. Ancelotti espera uma partida equilibrada e fez elogios ao principal nome da equipe adversária, Erling Haaland.
"Neste ponto da Copa, todos os jogos são duros. Em um mata-mata entram em jogo muitos fatores, não só aspectos técnicos, de estratégia, mas também aspectos mentais. A Noruega é uma boa equipe, com bons jogadores. O Haaland é um dos melhores jogadores do mundo. Sempre é difícil. Mas estamos confiantes de que teremos um bom jogo."
Durante a entrevista, Ancelotti também defendeu as decisões tomadas na vitória sobre o Japão. O treinador citou as críticas que poderia receber caso o resultado tivesse sido diferente e ressaltou a importância do equilíbrio nas escolhas durante uma Copa do Mundo.
"O que diriam se não ganhássemos do Japão? O que poderia passar com a não substituição do Casemiro e a entrada do Martinelli? De quem seria a culpa, para você? Minha, não? Eu entendo isso perfeitamente, e por isso quero manter muito equilíbrio. É 100% certo que não sou um gênio. Mas é 100% certo que não sou tonto."
À frente da Seleção há pouco mais de um ano, Ancelotti também falou sobre sua adaptação ao país. O técnico revelou ter participado do Carnaval pela primeira vez e elogiou o jeito do povo brasileiro.
"Fui pela primeira vez ao Carnaval, e ele explica muito bem quem é o povo brasileiro: alegre, muito alegre, unido, muito bem organizado, e humilde, muito humilde. Eu até agora nunca encontrei um brasileiro arrogante. E isso é bem raro. Estou trabalhando com muitos brasileiros na comissão técnica, médicos, fisioterapeutas. Ninguém é arrogante aqui."
Sobre Vinicius Júnior, Ancelotti voltou a destacar a importância do atacante, mas afirmou que o Brasil não depende de um único protagonista.
"Vini Jr. é um jogador muito importante. A torcida precisa de um craque. Mas aqui, na seleção, nós não precisamos de um craque. Precisamos de jogadores de alto nível que possam ajudar a equipe."
O treinador ainda elogiou a personalidade do atacante do Real Madrid e lembrou do apoio dado ao jogador durante os episódios de racismo vividos na Espanha, classificando a mobilização do clube espanhol como fundamental para ajudá-lo a superar a situação.