Economia

China tem ferramentas para manter expansão acima de 7%

As declarações sugerem que o FMI vai elevar sua previsão de crescimento para o país


	China: FMI atualmente tem uma projeção de expansão de 7,4% para o país neste ano
 (Getty Images/Mark Kolbe)

China: FMI atualmente tem uma projeção de expansão de 7,4% para o país neste ano (Getty Images/Mark Kolbe)

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Da Redação

Publicado em 24 de setembro de 2014 às 09h47.

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Manila- A China tem muitas ferramentas para manter o crescimento econômico bem acima de 7 por cento no próximo ano, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira, minimizando os riscos da desaceleração do mercado imobiliário na segunda maior economia do mundo.

O crescimento econômico na China provavelmente ficará "bem acima" de 7 por cento em 2015, disse o diretor do departamento de Ásia e Pacífico do FMI, Changyong Rhee, em Manila.

As declarações sugerem que o FMI vai elevar sua previsão de crescimento para o país, que deve ser publicada no mês que vem, ante a estimativa atual de 7,1 por cento feita em julho.

O FMI atualmente tem uma projeção de expansão de 7,4 por cento para a China neste ano, ligeiramente abaixo da meta oficial do governo de cerca de 7,5 por cento.

"Contamos que eles têm muitas ferramentas para manter a taxa de crescimento bem acima de 7 por cento no ano que vem", disse Rhee.

Muitos economistas veem o mercado imobiliário, em rápida desaceleração, como o maior risco enfrentado pela economia chinesa. Os preços de moradias, as vendas e as novas construções estão em queda, e cada vez mais pressionam os setores relacionados, desde eletrodomésticos a vidros, aço e cimento.

Analistas acreditam que Pequim lançará mais medidas de estímulo nos próximos meses para evitar uma desaceleração econômica mais profunda, incluindo mais ajuda para potenciais compradores de moradias. Rhee disse, no entanto, que o FMI não espera que a desaceleração no mercado imobiliário chinês se torne um problema sério, dizendo que o banco vê "um ajuste gradual" em vez de um pouso forçado.

"As evidências mostram que haverá um ajuste gradual no mercado imobiliário, mas temos que observar para ver se o cenário base vai se manter", disse Rhee.

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