Economia

Corrente de comércio recua 2,5% de agosto para setembro

No acumulado em 12 meses, maior contribuição para crescimento das exportações, que somaram US$ 113 bilhões, veio dos produtos manufaturados

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h35.

Os indicadores de exportações, importações e corrente de comércio (soma de exportações e importações) recuaram de agosto para setembro. No caso das exportações, o total apurado em setembro ficou 6% abaixo do obtido em agosto. Pela média diária, as vendas externas avançaram apenas 2,7% (setembro teve 21 dias úteis, ante 23 de agosto). As importações caíram 10% e o indicador de corrente de comércio caiu 2,5% pela média diária de setembro (#tabela).

Já o saldo comercial, depois da queda de julho para agosto, avançou 18% de agosto para setembro. O superávit comercial do mês passado, de 4,3 bilhões de dólares, foi o segundo maior do ano, perdendo apenas para o número de julho, pouco superior a 5 bilhões.

Os valores acumulados no ano continuam registrando marcas históricas. As exportações totalizam de janeiro a setembro 86,72 bilhões de dólares, e as importações, 54,05 bilhões. O saldo comercial, portanto, já acumula 32,67 bilhões, enquanto a corrente de comércio atinge 140,77 bilhões. Em mesmo período do ano passado, o saldo era de 25,07 bilhões, e a corrente de comércio, de 115,5 bilhões.

A pesquisa semanal feita pelo Banco Central junto a instituições financeiras detectou que o mercado vê fôlego para que o Brasil amplie o saldo positivo em mais de 8 bilhões de dólares nos próximos três meses. Segundo o relatório de mercado, a expectativa é de que o saldo encerre 2005 em 41 bilhões de dólares.

Melhor que a encomenda

O melhor indicador de tendências, o acumulado em 12 meses, trouxe boas notícias para o governo. A soma de exportações alcançada nos 12 meses encerrados em setembro bateu em 112,9 bilhões de dólares. O resultado representa uma expansão, pela média diária sobre período anterior, de 25,7%.

A meta oficial para o período de 12 meses era de 112 bilhões. A meta para o ano, revisada hoje pelo ministro Luiz Fernando Furlan, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), era de 100 bilhões. A nova meta para 2005, anunciada nesta segunda-feira (3/10), é de 117 bilhões de dólares faturados por vendas externas.

O ministério também comemora que a maior contribuição para o crescimento das exportações nos últimos 12 meses veio dos produtos manufaturados. As vendas desses itens da pauta exportadora cresceram 30,7%, o que significa um acréscimo de 14,5 bilhões de dólares, ou dois terços do crescimento das exportações.

Segundo Furlan, as exportações vão dobrar durante o governo Lula. Em 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, as exportações atingiram 60,3 bilhões. "Bem antes do final de 2006 alcançaremos os 120 bilhões de dólares [de exportações acumuladas em 12 meses", diz o ministro.

Destaque

Uma das informações na balança comercial de setembro que mais chamou atenção da analista Monica Baer, da consultoria MB Associados, foi a evolução das exportações de óleos brutos de petróleo, especialmente para Chile, Bahamas, China e Portugal. Com crescimento de 690% de setembro do ano passado para setembro desse ano, o item respondeu por um faturamento de 560 milhões de dólares no mês passado, superior aos 547 milhões apurados pelas vendas externas de soja em grão.

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