Acompanhe:

Medicamentos genéricos puxam vendas dos laboratórios

As farmacêuticas registraram receita de R$ 57,6 bilhões em 2013, alta de 16% sobre o ano anterior

Modo escuro

Continua após a publicidade

	Medicamentos genéricos em prateleira de drogaria: a receita dos laboratórios produtores de genéricos atingiu R$ 13,6 bilhões em 2013, aumento de 22%
 (Germano Lüders/EXAME.com)

Medicamentos genéricos em prateleira de drogaria: a receita dos laboratórios produtores de genéricos atingiu R$ 13,6 bilhões em 2013, aumento de 22% (Germano Lüders/EXAME.com)

M
Mônica Scaramuzzo

Publicado em 22 de janeiro de 2014 às, 13h28.

São Paulo - As farmacêuticas registraram receita de R$ 57,6 bilhões (valor bruto, sem os descontos concedidos no varejo) no ano passado, alta de 16% sobre o ano anterior, de acordo com dados da consultoria IMS Health.

O crescimento ficou acima do esperado pelo setor, que projetava um crescimento ‘magro’, abaixo de dois dígitos. Os genéricos continuam puxando o bom desempenho das indústrias.

A receita dos laboratórios produtores de genéricos atingiu R$ 13,6 bilhões em 2013, aumento de 22% em relação ao ano anterior. "Projetamos manter o mesmo ritmo de expansão para genéricos este ano. Será um ano mais curto, com Carnaval, Copa do Mundo e eleições", disse Telma Salles, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos).

Para Telma, o bom desempenho da indústria reflete o maior acesso da população aos medicamentos e a confiança nos genéricos. "Vamos completar 15 anos de genéricos no Brasil (a lei foi criada em 1999). O papel dos genéricos tem sido, nestes últimos anos, de regulador de preços", afirmou.

Dos dez medicamentos genéricos mais vendidos, sete são destinados ao tratamento de doenças crônicas, de acordo com a Pró Genéricos.

Desde que esses medicamentos surgiram no mercado nacional, as vendas da indústria farmacêutica cresceram 84% em volume - 2,8 bilhões em unidades no ano passado, ante 1,2 bilhão em 2001, quando o genérico começou efetivamente a ser comercializado no País.


A participação dos genéricos na venda total de medicamentos encerrou o ano passado em 23,%, ante fatia de 22,4% em 2012. A expectativa é dobrar nos próximos anos.

Os genéricos promoveram forte competição entre as indústrias do setor e ampliaram a disponibilidade de novos produtos. "Qualquer mudança nessa política deve ser pensada com cuidado", lembrou Telma.

O Ministério da Saúde, conforme antecipou o Estado na edição do dia 15, quer que medicamentos similares passem a custar no máximo 65% do preço do remédio de referência, uma regra que já é aplicada para os genéricos.

A proposta será apresentada pela pasta à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), colegiado que fará a revisão do preço dos produtos. A medida tem provocado desconforto entre as indústrias.

Perda de terreno

As multinacionais com atuação no País começaram a perder espaço para os grupos nacionais, com o avanço dos genéricos - muitas compraram ativos nesse setor para não perder mercado - e também com os produtos similares.

O Brasil, assim como outros países emergentes, como Índia, Rússia e China, tornou-se estratégico para as múltis, que têm um portfólio menor de medicamentos "blockbusters" (campeões de vendas) e previsão menor de lançamentos de produtos que possam se estabelecer no mercado.

As companhias também estão de olho no mercado de medicamentos isentos de prescrição (Mip), que não dependem de receita para a compra do produto. Parte das indústrias, que atuam nesse segmento, discute com o governo o aumento da lista de remédios que podem ser comprados sem receita, como forma de reduzir a atuação do balconista na decisão de compra do consumidor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Últimas Notícias

Ver mais
Medicamentos ficam mais caros em todo o país hoje. Veja dicas de como achar os melhores preços
seloMinhas Finanças

Medicamentos ficam mais caros em todo o país hoje. Veja dicas de como achar os melhores preços

Há uma semana

Rival do Ozempic: Altimmune revela que seu injetável pode emagrecer e manter músculo
Ciência

Rival do Ozempic: Altimmune revela que seu injetável pode emagrecer e manter músculo

Há uma semana

Remédios mais caros? Preço de medicamentos subirá até 4,5% a partir de domingo
Economia

Remédios mais caros? Preço de medicamentos subirá até 4,5% a partir de domingo

Há 2 semanas

Remédio mais caro do mundo: medicamento é vendido por R$ 21 milhões e bate recorde; veja qual
Mundo

Remédio mais caro do mundo: medicamento é vendido por R$ 21 milhões e bate recorde; veja qual

Há 3 semanas

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais