Economia

Mantega anuncia reedição do Reintegra no ano que vem

Medida que dá a empresários crédito de 3% sobre o preço de manufaturados exportados venceria no dia 31


	"A indústria manufatureira exportou bem, graças a medidas como o Reintegra, os juros, o câmbio, a desoneração da folha de pagamento", afirmou Mantega 
 (Germano Luders/EXAME)

"A indústria manufatureira exportou bem, graças a medidas como o Reintegra, os juros, o câmbio, a desoneração da folha de pagamento", afirmou Mantega  (Germano Luders/EXAME)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de dezembro de 2012 às 19h00.

Brasília – O Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), medida de estímulo às exportações de manufaturados, será reeditado em 2013. A informação foi dada hoje (19) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o anúncio de um pacote de medidas fiscais para o próximo ano.

O Reintegra é um crédito de 3% para os empresários sobre o valor dos manufaturados exportados. Aplicado em 2012, ele representou renúncia de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Para o ano que vem, estima-se renúncia de R$ 2,228 bilhões.

"É como se o câmbio fosse um pouco diferente, fosse melhor para os exportadores contemplados pelo Reintegra", disse Mantega. De acordo com o ministro, apesar da crise internacional, "a indústria manufatureira exportou bem, graças a medidas como o Reintegra, os juros, o câmbio, a desoneração da folha de pagamento." O ministro ressaltou que o comércio mundial cresceu apenas 0,7% este ano em função da crise. "Quando o mercado de comércio exterior se normalizar, o Brasil vai exportar ainda mais."

O Reintegra estava programado para vencer no dia 31 deste mês.

Acompanhe tudo sobre:PersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilComércio exteriorExportaçõesMinistério da FazendaGuido Mantega

Mais de Economia

Selic cai para 14%, mas Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 4ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 14%

Por que o Copom deve cortar a Selic para 14% e qual o espaço para novas reduções, segundo BTG

Lula ou Flávio Bolsonaro? Os cenários para a economia em 2027, segundo Samuel Pessoa