Economia

Irã deve exportar em março menor volume de petróleo em dois anos

Declínio está ocorrendo apesar dos esforços do país para atrair clientes, incluindo redução dos preços de venda oficiais e oferta para aumentar descontos

Petróleo: em comparação com o ano anterior, as vendas de março do Irã, o terceiro maior produtor da Opep, devem diminuir 26 por cento (Getty Images/Getty Images)

Petróleo: em comparação com o ano anterior, as vendas de março do Irã, o terceiro maior produtor da Opep, devem diminuir 26 por cento (Getty Images/Getty Images)

R

Reuters

Publicado em 9 de março de 2018 às 15h21.

Priorizar nos meus resultados Google

Tóquio - As exportações de petróleo e condensados do Irã devem cair para uma mínima em dois anos neste mês, já que as cargas para seus principais compradores asiáticos cairão em um terço ante o mês anterior, disse uma fonte com conhecimento do cronograma de carregamento petroleiro do país.

Compradores globais estão programados para adquirir 1,94 milhão de barris por dia (bpd) de petróleo iraniano em março, queda de 21 por cento em relação ao mês anterior, disse a fonte, que se recusou a ser identificada pois a informação é confidencial. Trata-se do menor volume desde março de 2016.

Em comparação com o ano anterior, as vendas de março do Irã, o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), devem diminuir 26 por cento.

O declínio está ocorrendo apesar dos esforços do país para atrair clientes, incluindo a redução dos preços de venda oficiais e uma oferta para aumentar descontos em frete para a Índia.

As exportações iranianas em março deverão cair abaixo dos níveis do ano passado pelo terceiro mês consecutivo. Isso deve ajudar a Opep a apertar a oferta global, dando suporte aos preços do com o aumento da produção dos Estados Unidos.

Acompanhe tudo sobre:PetróleoIrã - PaísOpep

Mais de Economia

Lula x Flávio Bolsonaro: o que cada um propõe para a relação com os EUA e o tarifaço

Diesel pode ter reajuste de 50% pela Petrobras após eleições, avalia Goldman Sachs

IPCA-15: prévia da inflação desacelera para 0,32% em outubro

Argentina à beira de recessão: PIB pode cair pelo segundo trimestre seguido