Economia

Índice que mede otimismo do consumidor sobe 0,5%, diz CNI

O levantamento aponta que os brasileiros estão mais otimistas em relação à evolução dos preços e do emprego nos próximos seis meses


	Mulher contando dinheiro: já o índice de expectativa de evolução da própria renda mostrou queda de 0,8%
 (Dado Galdieri / Bloomberg)

Mulher contando dinheiro: já o índice de expectativa de evolução da própria renda mostrou queda de 0,8% (Dado Galdieri / Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 31 de outubro de 2013 às 13h36.

Brasília - O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) cresceu 0,5% em outubro na comparação com setembro e atingiu 107,7 pontos, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quinta-feira, 31. Apesar do aumento, destaca a CNI, o indicador permanece abaixo da média de 113,7 pontos registrada nos primeiros cinco meses de 2013.

O levantamento aponta que, entre setembro e outubro deste ano, a maioria dos componentes do Inec mostrou crescimento. Os brasileiros estão mais otimistas em relação à evolução dos preços e do emprego nos próximos seis meses.

O índice de expectativa de inflação aumentou 5,5% de setembro para outubro e o índice de expectativa de desemprego cresceu 1,8% na mesma base de comparação. Pela metodologia da pesquisa, o aumento dos dois indicadores revela melhora do otimismo dos consumidores com relação a esses itens.

Já o índice de expectativa de evolução da própria renda mostrou queda de 0,8%, enquanto o índice de compras de bens de maior valor aumentou 1,0%. A avaliação dos consumidores com relação a situação financeira melhorou, com um crescimento de 0,8% na comparação com setembro.

Por outro lado, a avaliação quanto a evolução do endividamento é mais pessimista, com o indicador apresentando recuo de 3,3% em outubro em relação a setembro.

Se comparado com outubro do ano passado, o Inec de outubro deste ano apresenta recuo de 4,9%, com praticamente todos os componentes do indicador - com exceção ao índice de compras de bens de maior valor - mostrando quedas significativas.

Destaque para as expectativas mais pessimistas com relação ao desemprego e à inflação, cujos índices registraram queda de, respectivamente, 13,7% e 7,3%.

O índice de endividamento também mostrou queda de 8,2% nessa comparação, reflexo da avaliação mais negativa do entrevistado quanto à evolução de sua situação financeira. A pesquisa foi feita entre os dias 17 e 21 de outubro com 2002 pessoas em todo o país.

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