Economia

Indice de atividade do comércio sobe 0,5% em abril

Ainda assim, o consumo vem sendo baixo, em função de fatores como a inflação mais alta, o aumento das taxas de juros e a elevação dos níveis de desemprego


	Comércio: em abril houve aumento de consumo nos estabelecimentos que comercializam móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática; combustíveis e lubrificantes; e material de construção
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Comércio: em abril houve aumento de consumo nos estabelecimentos que comercializam móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática; combustíveis e lubrificantes; e material de construção (.)

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Da Redação

Publicado em 7 de maio de 2015 às 12h41.

São Paulo - O índice de atividade do comércio medido pela Serasa Experian subiu 0,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril do ano passado houve alta de 3,0% no movimento de consumidores nas lojas. No acumulado do ano até agora, a atividade varejista avançou 1,2% ante igual intervalo de 2014.

Segundo os economistas da Serasa, o movimento dos consumidores no comércio está ocorrendo com baixo dinamismo neste ano, fruto da inflação mais alta, do aumento das taxas de juros, da elevação dos níveis de desemprego e do baixo grau de confiança dos consumidores.

"Outro fator que tem prejudicado o movimento varejista nacional é o aumento da inadimplência, que obriga os consumidores que estão nesta situação a cortar gastos e priorizar a quitação/renegociação de dívidas em atraso", afirma a empresa.

No mês de abril, na margem, houve aumento do fluxo dos consumidores nos estabelecimentos que comercializam móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática (+0,5%); combustíveis e lubrificantes (+0,4%); e material de construção (+1,0%).

Por outro lado, foram registradas quedas em supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-1,1%); veículos, motos e peças (-3,5%); e tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-0,8%).

No período acumulado de janeiro a abril de 2015, três setores estão com crescimento: tecidos, vestuário, calçados e acessórios (6,7%); móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática (3,8%); e supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (1,8%). Os outros três estão com queda: veículos, motos e peças (10,6%); combustíveis e lubrificantes (8,7%); materiais de construção (10,5%).

O indicador da Serasa é construído, exclusivamente, pelo volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da companhia. A amostra é composta de cerca de 6 mil empresas comerciais.

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