Economia

Húngaros carentes queimam dinheiro para se proteger do frio

Há quatro anos, o Banco Central húngaro recicla suas cédulas usadas como briquetes para calefação destinados às instituições sociais mais necessitadas do país

É preciso cerca de cinco milhões de florins (22.000 dólares) para fabricar um único briquete, que pesa em torno de um quilo (Attila Kisbenedek/AFP)

É preciso cerca de cinco milhões de florins (22.000 dólares) para fabricar um único briquete, que pesa em torno de um quilo (Attila Kisbenedek/AFP)

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Da Redação

Publicado em 9 de fevereiro de 2012 às 10h37.

Miskolc - Há quatro anos, o Banco Central húngaro recicla suas cédulas usadas como briquetes para calefação destinados às instituições sociais mais necessitadas do país, um gesto que é muito apreciado particularmente nesse período de frio glacial que atinge o continente.

"É um ato de caridade muito útil, uma ajuda muito importante para nossa fundação, porque podemos economizar parte de nossos gastos de calefação graças a esses briquetes", explicou Krisztina Haraszti, diretora da Fundação de Autistas de Miskolc (nordeste).

Desde setembro, o centro de logística do Banco Central (MNB) em Budapeste envia cargas de blocos de briquetes para aquecer as instituições mais carentes.

No início, as cédulas usadas eram simplesmente queimadas. Depois, foi adotada uma máquina para comprimi-las na forma de uma espécie de tora.

Todos os anos, o MNB retira de circulação cerca de um quarto do total de cédulas e imprime uma quantidade equivalente para substitui-las, o que equivale a 200 bilhões de florins (900 milhões de dólares) ou entre 40 e 50 toneladas de briquetes anuais, segundo o diretor do centro.

É preciso cerca de cinco milhões de florins (22.000 dólares) para fabricar um único briquete, que pesa em torno de um quilo.

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