Economia

Em guerra comercial, China diz estar pronta para negociar com os EUA

Pequim e Washington adotaram tarifas sobre os produtos uns dos outros nos últimos meses, em uma disputa comercial que vem afetando os mercados financeiros

"Tanto a China quanto os EUA adorariam ver uma maior cooperação econômica e comercial", disse o vice-presidente chinês (Andy Wong-Pool/Getty Images)

"Tanto a China quanto os EUA adorariam ver uma maior cooperação econômica e comercial", disse o vice-presidente chinês (Andy Wong-Pool/Getty Images)

R

Reuters

Publicado em 6 de novembro de 2018 às 08h21.

Cingapura - A China está pronta para manter discussões e trabalhar com os Estados Unidos para resolver as disputas comerciais porque as duas maiores economias do mundo só têm a perder com o confronto, afirmou nesta terça-feira o vice-presidente chinês, Wang Qishan.

Pequim e Washington adotaram tarifas sobre os produtos uns dos outros nos últimos meses, em uma disputa comercial que vem afetando os mercados financeiros e provocando dúvidas sobre a economia global.

O foco agora está sobre a reunião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente chinês, Xi Jinping, no final do mês. Trump ameaçou impor mais tarifas sobre 267 bilhões de dólares em importações chinesas se os dois países não chegarem a um acordo sobre o comércio.

"Tanto a China quanto os EUA adorariam ver uma maior cooperação econômica e comercial", disse Wang ao FórumBloomberg New Economy em Cingapura.

"O lado chinês está pronto para ter discussões com os EUA sobre questões de preocupação mútua e trabalhar por uma solução em relação ao comércio aceitável para ambos os lados", disse ele.

"O mundo hoje enfrenta muitos problemas que exigem cooperação próxima entre China e Estados Unidos", completou ele. "Acreditamos que a China e os EUA vão ganhar com cooperação e perder com confronto."

 

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)Mercado financeiroChinaDonald Trump

Mais de Economia

Empresários de Brasil e EUA propõem acordo em duas etapas para evitar tarifaço

IPCA de junho desacelera para 0,16%; inflação acumulada em 12 meses chega a 4,64%

Guerra no Irã deve provocar primeira queda da demanda por petróleo desde 2020, diz IEA

Mercado passa a apostar em corte de 0,25 ponto na Selic em agosto, diz B3