Economista chefe do FMI reconhece erros na Grécia
Fundo Monetário Internacional e os países europeus "perderam tempo" no resgate financeiro, disse Blanchard
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Da Redação
Publicado em 13 de junho de 2013 às 07h48.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e os países europeus "perderam tempo" no resgate financeiro da Grécia, quando se negaram a reduzir em 2010 o peso da dívida, admitiu o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, em uma entrevista à rádio France Inter.
"Efetivamente, não foi o ideal ... perdemos provavelmente tempo", reconheceu o economista francês ao ser questionado sobre o 'mea-culpa' da instituição, que admitiu durante a semana "erros consideráveis" no primeiro plano de resgate da Grécia há três anos.
"Com certeza, deveríamos estar dispostos a renegociar a dívida desde o início, a dar um pouco mais de ar à Grécia para que pudesse solucionar mais facilmente, mas no contexto europeu de então não existiam as condições", explicou.
O FMI - disse - defendeu uma reestruturação, ou seja uma redução do peso da dívida grega, mas os europeus eram taxativamente contrários porque temiam os efeitos de contágio a outros países.
Esta solução acabou se impondo um ano depois, mas não de forma decisiva, segundo Blanchard.
"A dívida ainda é bastante elevada e isto tem consequências hoje, porque os investidores continuam contrários a emprestar dinheiro à Grécia", afirmou.Ao falar sobre o fato do FMI ter subestimado o efeito das políticas de austeridade sobre o crescimento, reconhecido pela instituição, Blanchard disse que era um erro de apreciação.
"Não há doutrina, nos baseamos na teoria, no que aconteceu em muitos outros países antes, e algumas vezes nos equivocamos", afirmou.Blanchard também atribuiu a falta de crescimento na Europa a um déficit de confiança que afeta o velho continente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e os países europeus "perderam tempo" no resgate financeiro da Grécia, quando se negaram a reduzir em 2010 o peso da dívida, admitiu o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, em uma entrevista à rádio France Inter.
"Efetivamente, não foi o ideal ... perdemos provavelmente tempo", reconheceu o economista francês ao ser questionado sobre o 'mea-culpa' da instituição, que admitiu durante a semana "erros consideráveis" no primeiro plano de resgate da Grécia há três anos.
"Com certeza, deveríamos estar dispostos a renegociar a dívida desde o início, a dar um pouco mais de ar à Grécia para que pudesse solucionar mais facilmente, mas no contexto europeu de então não existiam as condições", explicou.
O FMI - disse - defendeu uma reestruturação, ou seja uma redução do peso da dívida grega, mas os europeus eram taxativamente contrários porque temiam os efeitos de contágio a outros países.
Esta solução acabou se impondo um ano depois, mas não de forma decisiva, segundo Blanchard.
"A dívida ainda é bastante elevada e isto tem consequências hoje, porque os investidores continuam contrários a emprestar dinheiro à Grécia", afirmou.Ao falar sobre o fato do FMI ter subestimado o efeito das políticas de austeridade sobre o crescimento, reconhecido pela instituição, Blanchard disse que era um erro de apreciação.
"Não há doutrina, nos baseamos na teoria, no que aconteceu em muitos outros países antes, e algumas vezes nos equivocamos", afirmou.Blanchard também atribuiu a falta de crescimento na Europa a um déficit de confiança que afeta o velho continente.