Economia

Crise reduz taxa de natalidade na União Europeia

Os países mais afetados são os do sul da Europa, como Espanha e Croácia, assim como Hungria, no centro, além de Irlanda e Letônia, no norte e leste


	Segundo cálculos dos analistas, um aumento de um 1% na taxa de desemprego equivale a uma queda de 0,1% na taxa de natalidade, na média geral da UE
 (REUTERS/Rick Wilking)

Segundo cálculos dos analistas, um aumento de um 1% na taxa de desemprego equivale a uma queda de 0,1% na taxa de natalidade, na média geral da UE (REUTERS/Rick Wilking)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de julho de 2013 às 07h41.

Berlim - Os índices de natalidade na União Europeia (UE) caíram nos últimos anos em uma relação direta com o aumento do desemprego, especialmente nos países mais castigados pela crise, apontou um estudo do Instituto Max Planck divulgado nesta quarta-feira em Rostock.

De acordo com a análise de essa prestigiada instituição alemã, os países mais afetados são os do sul da Europa, como Espanha e Croácia, assim como Hungria, no centro, além de Irlanda e Letônia, no norte e leste, respectivamente.

Em relação às parcelas da população, os mais afetados são os jovens de até 25 anos, o que pode ser justificado pelos altos índices de desemprego juvenil.

"Os jovens possuem mais facilidade em adiar a decisão de formar uma família do que aqueles que se aproximam dos limites biológicos da fertilidade", declarou Michaela Kreyenfeld, especialista em demografia do Max Planck, no texto divulgado pela entidade.

O estudo se centra na evolução dos últimos dez anos e reflete uma progressão ascendente, na qual os cientistas do instituto ressaltam que os efeitos do enfraquecimento econômico são mais visíveis na população a médio prazo.

Segundo os cálculos dos analistas, um aumento de um 1% na taxa de desemprego equivale a uma queda de 0,1% na taxa de natalidade, na média geral da UE, porcentagem que chega a 0,3% nos países do sul.


"A crise financeira explodiu na Europa coincidindo com uma fase de lenta recuperação das taxas de natalidade em muitos países", apontou a especialista do Max Planck no texto.

De acordo com o estudo em questão, os extremamente baixos índices de natalidade dos exercícios anteriores começavam a ser elevados, mas, como consequência da crise, voltaram a retomar essa tendência. Segundo o instituto, novas quedas poderão ser registradas se a atual situação for mantida.

A análise citada foi realizada por Michaela Kreyenfeld, Joshua Goldstein e Aiva Jasilioniene, todos do Max-Planck de Rostock, assim como Deniz Karaman Örsal, da Universidade de Lüneburg.

A Sociedade Max Planck, sediada na Alemanha e ganhadora do último Prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional, aglutina a mais de 80 institutos de pesquisa e publica mais de 15 mil referências a cada ano nas revistas científicas mais destacadas. EFE

Acompanhe tudo sobre:EuropaCrise econômicaUnião EuropeiaTaxa de natalidade

Mais de Economia

Governo prevê alta das exportações de petróleo em 2026, diz Alckmin

Veja os 10 países que mais importaram produtos do Brasil em 2025

Balança comercial tem superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, queda de 7,9%

EUA e mais de 100 países chegam a acordo sobre imposto mínimo global com a OCDE