Uber e 99: preço subiu mais de 80% em Porto Alegre (Germano Lüders/Exame)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 11h13.
O transporte por aplicativos, como Uber e 99, foi o item do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 com maior alta nos preços.
Segundo dados consolidados do último ano, divulgados nesta sexta-feira, 9, os preços aumentaram 56,08% em todo o país no ano passado.
No ano, a inflação brasileira fechou em 4,26%.
O preço varia de acordo a capital pesquisada. Aracaju, no Sergipe, foi a região com menor alta, com 33,82%.
Já em Porto Alegre, os preços subiram 83,40%, maior variação regional.
Recife, Grande Vitória, Brasília, Rio de Janeiro e São Luís foram outras capitais onde a alta ficou acima da média nacional.
| Cidade | % de alta |
|---|---|
| Porto Alegre (RS) | 83,40% |
| Brasília (DF) | 67,75% |
| Rio de Janeiro (RJ) | 66,27% |
| Grande Vitória (ES) | 63,20% |
| Recife (PE) | 60,80% |
| São Luís (MA) | 56,77% |
| Fortaleza (CE) | 49,29% |
| Campo Grande (MS) | 48,25% |
| Salvador (BA) | 47,87% |
| São Paulo (SP) | 46,51% |
| Goiânia (GO) | 46,26% |
| Belo Horizonte (MG) | 46,14% |
| Aracaju (SE) | 33,82% |
A alta de 2025 contrasta com os dados de 2024, quando o aumento dos preços do transporte por aplicativo foi de apenas 9,97% de janeiro a dezembro daquele ano.
Como a EXAME mostrou, a alta dos preços já haviam sido captada por usuários. Nas redes sociais, pessoas relataram a alta do preço dinâmico nos aplicativos Uber e 99, além de relatarem que trechos curtos estão custando mais que o normal observado pelos usuários nos últimos meses.
Em nota enviada à EXAME em dezembro, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (AMOBITEC), que representa a 99 e Uber, afirma que as empresas operam de uma maneira para "equilibrar as demandas" com os motoristas disponíveis e que os valores podem ter variação dinâmica.