Economia

China, EUA e Japão também têm tarefas econômicas a cumprir, diz UE

O documento afirma também que os EUA e o Japão precisam implementar "planos críveis de consolidação fiscal no médio prazo"

Bandeira da União Europeia é vista em frente ao templo Partenon, em Atenas (John Kolesidis/Reuters)

Bandeira da União Europeia é vista em frente ao templo Partenon, em Atenas (John Kolesidis/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 25 de maio de 2012 às 20h54.

São Paulo - Os Estados Unidos e o Japão precisam enfrentar seus desafios fiscais e a China precisa afrouxar as restrições ao iuan, já que esses países compartilham a responsabilidade com a Europa de restabelecer a saúde da economia global, afirmaram líderes da União Europeia (UE).

Em carta endereçada a todos os 27 países que compõem o bloco europeu, o presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel Barroso, e o presidente do Conselho Europeu (que reúne, além de Barroso, chefes de Estado e de governo das nações que integram a UE), Herman Van Rompuy, declararam que o continente está fazendo o possível.

"A Europa ... assumiu sua responsabilidade especial de garantir a estabilidade financeira da zona do euro e continuaremos a fazer isso", afirmou o comunicado, em período que antecede a cúpula do G20, grupo formado pelas principais economias do mundo, em Los Cabos, México.

"Cabe agora a todos os membros do G20 elevar seus esforços e aprofundar nossa cooperação para assegurar uma recuperação econômica global sustentável", apontou a carta.


Em particular, os líderes da UE focaram nos Estados Unidos para evitar a queda em um "precipício fiscal" e fez um apelo à China por reformas.

"Enquanto estamos firmemente focados em fazer a nossa parte, todos os outros parceiros do G20 deveriam também reconhecer suas responsabilidades na construção de uma recuperação sustentável em Los Cabos", acrescentou a carta.

O documento afirma também que os EUA e o Japão precisam implementar "planos críveis de consolidação fiscal no médio prazo" e que os norte-americanos precisam evitar os problemas que poderiam surgir de aumentos nos impostos e cortes de gastos, ambos previstos para acontecer no fim do ano.

"Nós devemos também fazer um apelo à China para que continue fortalecendo suas redes de proteção social, promova mais reformas estruturais e siga para uma taxa de câmbio determinada pelo mercado", acrescentou.

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