Economia

Capacidade instalada na indústria cai a 82,6%

Segundo dados da CNI, faturamento real dessazonalizado da indústria caiu 3,7% em fevereiro


	Fábrica em São Paulo: setor industrial não tem conseguido mostrar trajetória consistente de crescimento, depois dos resultados fracos de 2012
 (Germano Lüders/EXAME.com)

Fábrica em São Paulo: setor industrial não tem conseguido mostrar trajetória consistente de crescimento, depois dos resultados fracos de 2012 (Germano Lüders/EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 9 de abril de 2013 às 12h22.

Brasília - A utilização da capacidade instalada na indústria brasileira ficou em 82,6 por cento em fevereiro segundo dados dessazonalizados, ante 84,5 por cento em janeiro, em leitura revisada, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira.

A CNI informou ainda que, em fevereiro, o faturamento real dessazonalizado da indústria caiu 3,7 por cento frente a janeiro.

Já as horas trabalhadas na produção mostraram alta de 0,4 por cento em fevereiro na comparação com o mês anterior, enquanto o emprego, massa salarial e rendimento médio apresentaram variações de 0,3 por cento, 1,9 por cento e 0,4 por cento, respectivamente, no período.

Ao apresentar o desempenho de fevereiro, a CNI avaliou que "as oscilações entre queda e crescimento dos indicadores que medem a atividade industrial são sinais de que a indústria ainda não encontrou sua trajetória de crescimento".

O setor industrial não tem conseguido mostrar trajetória consistente de crescimento, depois dos resultados fracos de 2012. Em fevereiro a produção industrial do país recuou 2,5 por cento em relação a janeiro, no pior resultado mensal em pouco mais de quatro anos, e praticamente revertendo a alta de 2,6 por cento vista em janeiro.

As dificuldades enfrentadas pelo setor fabril e as incertezas relativas à recuperação da economia brasileira levaram a CNI a divulgar, na semana passada, que espera expansão de 2,6 por cento da indústria neste ano, ante 4,1 por cento calculados antes.

O governo vem tomando várias medidas para estimular a economia, com diversas desonerações fiscais. O mercado acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 3 por cento neste ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central.

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