Economia

Brasil possui só 0,5% do mercado mundial de saúde

Dados da OMC apontam que o país vem importando um volume cada vez maior de remédios e produtos de saúde


	Segundo os dados da OMC, os países ricos controlam hoje 80% do mercado mundial de remédios e produtos de medicina
 (Tania Rego/ABr)

Segundo os dados da OMC, os países ricos controlam hoje 80% do mercado mundial de remédios e produtos de medicina (Tania Rego/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 6 de fevereiro de 2013 às 13h21.

Genebra - O Brasil tem o sexto maior buraco comercial do mundo no que se refere à saúde.

Dados publicados ontem pela Organização Mundial da Saúde e pela Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que o País vem importando um volume cada vez maior de remédios e produtos de saúde, mesmo diante dos projetos do governo de financiar um fortalecimento do parque industrial nacional.

Segundo os dados, os países ricos controlam hoje 80% do mercado mundial de remédios e produtos de medicina. EUA e Europa, juntos, determinam 60% do mercado.

Os dados apontam que a China começa a entrar na briga, na quarta posição, já se aproximando da Suíça, exportadora de remédios.

Já o Brasil é apenas o 14.º exportador de remédios e produtos de saúde, com 0,5% do mercado mundial. O México abocanha 1,4% do mercado, e a Índia, 2,6%.

Se não é um grande exportador, o Brasil figura entre os nove maiores importadores do mundo. Hoje, 7% de tudo o que o País importa é do segmento da saúde.

O resultado da defasagem é um buraco na balança comercial de US$ 4 bilhões em 2010. Apenas cinco países tiveram um resultado pior, entre eles Japão e EUA.

Outra constatação: países em desenvolvimento têm tarifas de importação superiores às dos países ricos para o setor de saúde. 

Acompanhe tudo sobre:Setor de saúdeSaúde no BrasilOMC – Organização Mundial do Comércio

Mais de Economia

Governo prevê alta das exportações de petróleo em 2026, diz Alckmin

Veja os 10 países que mais importaram produtos do Brasil em 2025

Balança comercial tem superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, queda de 7,9%

EUA e mais de 100 países chegam a acordo sobre imposto mínimo global com a OCDE