Economia

Bolívia quer integração por estrada e ferrovia com Brasil

Morales afirmou que melhorará um porto na hidrovia dos rios Paraguai-Paraná, porque o comércio de seu país tem problemas com os terminais marítimos chilenos


	Evo Morales: "Com os problemas que se têm com o Chile, decidimos ter nossos próprios portos para exportar nosso mineral", disse
 (AFP/ Jorge Bernal)

Evo Morales: "Com os problemas que se têm com o Chile, decidimos ter nossos próprios portos para exportar nosso mineral", disse (AFP/ Jorge Bernal)

DR

Da Redação

Publicado em 5 de fevereiro de 2013 às 20h19.

La Paz - O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou nesta terça-feira que impulsionará a integração por estrada e ferrovia com Brasil e Peru, e melhorará um porto na hidrovia dos rios Paraguai-Paraná, porque o comércio de seu país tem problemas com os terminais marítimos chilenos.

Em discurso em um salar da região andina de Oruro, Morales disse que, como pelo lado do Chile, "não se pode avançar", qualquer caminho bioceânico, internacional ou ferrovia se conectará com o Brasil para ir ao Atlântico e com o Peru para estar no Pacífico.

"Assim vamos nos fazer respeitar com os chilenos que somente querem usar (seus portos) com fins comerciais, sem levar em conta o povo boliviano", declarou o líder.

Também disse que devido aos problemas existentes com o Chile, seu Governo decidiu construir uma infraestrutura própria em Puerto Busch, ponto situado na fronteira com o Brasil, sobre a hidrovia dos rios Paraguai-Paraná que se conecta com o Atlântico.

"Com os problemas que se têm com o Chile, decidimos ter nossos próprios portos para exportar nosso mineral, nossos produtos, nossa quinua e nossa soja. Não vamos ficar esperando os portos chilenos", apontou Morales no salar de Coipasa.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaDados de BrasilBolívia

Mais de Economia

Mercado passa a prever IPCA fora da meta em 2026, diz Focus

Será possível sacar 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

Diesel sobe 14,7% e diferença entre estados chega a R$ 1,11 por litro

Durigan representará o Brasil em reunião do G7 sobre minerais críticos na próxima semana