Banco Central: política fiscal expansionista pressiona a inflação e deve levar a aumento de juros (Leandro Fonseca/Exame)
Redação Exame
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 08h37.
As expectativas do mercado para a inflação de 2026 aumentaram, como mostra o Boletim Focus desta segunda-feira, 5. A projeção mediana para o IPCA deste ano passou de 4,05% para 4,06%.
Desde janeiro, a meta de inflação no Brasil passou a ser contínua, com base na variação acumulada em 12 meses do IPCA. O centro da meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, limites entre 1,5% e 4,5%.
A estimativa para 2025 foi reduzida de 4,32% para 4,31%. Já em 2027 e 2028, as projeções ficaram estáveis em 3,80% e 3,50%.
A expectativa para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%, conforme o Focus.
Hoje, a taxa está em 15%. Na ata da reunião mais recente, o Copom reafirmou a estratégia de manter os juros elevados por tempo prolongado. “A estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, escreveu o comitê.
As projeções para a Selic no fim de 2027 e 2028 também não mudaram. Para 2027, a estimativa permanece em 10,50%. Para 2028, a taxa esperada segue em 9,75%.
A mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 1,80% para 2026 e 2027. Para 2028, se manteve em 2%.
A mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar em 2026 e 2027 se manteve em R$ 5,50, segundo o relatório Focus.
Em 2028, a mediana das estimativas se manteve em R$ 5,52.