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BC leva juro a 8% em julho e cessa cortes, vê Concórdia

A expectativa leva em conta uma redução de 0,5 ponto na reunião do Copom desta quarta-feira

Segundo o chefe do departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, o resultado de novembro será impactado pelo processo de depreciação cambial (Divulgação/Banco Central)
DR

Da Redação

Publicado em 29 de maio de 2012 às 20h44.

São Paulo - Para o economista-chefe da Concórdia Corretora, Flávio Combat, o ciclo de corte de juros, iniciado em agosto de 2011, tem data para acabar na economia brasileira. Será em julho, mais precisamente no dia 11, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortará, segundo ele, pela última vez neste ano, a taxa de juros, jogando-a para 8% ao ano. A expectativa leva em conta uma redução de 0,5 ponto na reunião do Copom desta quarta-feira.

"A partir daí, o BC deve optar por uma interrupção do ciclo de ajuste, de modo a avaliar os impactos do novo mínimo histórico sobre a atividade e sobre a inflação", diz Combat, em relatório a clientes. Com relação à reunião do Copom que termina nesta quarta, Combat acrescenta: "deve dar continuidade ao ajuste da Selic , reduzindo, no entanto, o ritmo do relaxamento monetário, em linha com a sinalização presente na ata da reunião de abril, que apontava um ajuste mais parcimonioso".

Para ele, "a principal justificativa para a continuidade do relaxamento monetário virá dos indicadores de atividade, que apontam um primeiro trimestre ruim para a economia brasileira". Nesse sentido, diz o economista, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) de março, com queda de 0,35% em relação a fevereiro e ligeiro crescimento no acumulado do primeiro trimestre, sinalizou pequena expansão da atividade no começo do ano.

O resultado do IBC-Br, um indicador antecedente forte do PIB, justifica, na avaliação de Combat, a revisão para baixo das medianas das expectativas do mercado quanto ao crescimento. Na Pesquisa Focus, divulgada na segunda-feira, a mediana caiu para 2,99% em relação aos 3,09% da semana anterior, rompendo a barreira psicológica dos 3%. "Esse resultado foi ratificado pelo resultado da produção industrial, que apontou uma retração de 3% no acumulado dos três primeiros meses de 2012."

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São Paulo - Para o economista-chefe da Concórdia Corretora, Flávio Combat, o ciclo de corte de juros, iniciado em agosto de 2011, tem data para acabar na economia brasileira. Será em julho, mais precisamente no dia 11, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortará, segundo ele, pela última vez neste ano, a taxa de juros, jogando-a para 8% ao ano. A expectativa leva em conta uma redução de 0,5 ponto na reunião do Copom desta quarta-feira.

"A partir daí, o BC deve optar por uma interrupção do ciclo de ajuste, de modo a avaliar os impactos do novo mínimo histórico sobre a atividade e sobre a inflação", diz Combat, em relatório a clientes. Com relação à reunião do Copom que termina nesta quarta, Combat acrescenta: "deve dar continuidade ao ajuste da Selic , reduzindo, no entanto, o ritmo do relaxamento monetário, em linha com a sinalização presente na ata da reunião de abril, que apontava um ajuste mais parcimonioso".

Para ele, "a principal justificativa para a continuidade do relaxamento monetário virá dos indicadores de atividade, que apontam um primeiro trimestre ruim para a economia brasileira". Nesse sentido, diz o economista, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) de março, com queda de 0,35% em relação a fevereiro e ligeiro crescimento no acumulado do primeiro trimestre, sinalizou pequena expansão da atividade no começo do ano.

O resultado do IBC-Br, um indicador antecedente forte do PIB, justifica, na avaliação de Combat, a revisão para baixo das medianas das expectativas do mercado quanto ao crescimento. Na Pesquisa Focus, divulgada na segunda-feira, a mediana caiu para 2,99% em relação aos 3,09% da semana anterior, rompendo a barreira psicológica dos 3%. "Esse resultado foi ratificado pelo resultado da produção industrial, que apontou uma retração de 3% no acumulado dos três primeiros meses de 2012."

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