Economia

BC do México apresenta estímulo de US$31 bi e corta taxa de juros

Aliada a medidas anunciadas anteriormente, o estímulo chega a 3,3% do PIB do ano passado

México: após o corte de 0,50 ponto percentual, a nova taxa de juros está em 6% (Cristopher Rogel Blanquet/Getty Images)

México: após o corte de 0,50 ponto percentual, a nova taxa de juros está em 6% (Cristopher Rogel Blanquet/Getty Images)

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Reuters

Publicado em 22 de abril de 2020 às 08h33.

O banco central do México apresentou suporte de cerca de 31 bilhões de dólares ao sistema financeiro e cortou os custos de empréstimo na terça-feira, na ação mais decisiva do país até agora para ajudar a economia a superar a pandemia do coronavírus.

O banco central disse que implementou as medidas para "fomentar um comportamento ordenado dos mercados financeiros, fortalecer os canais de crédito e fornecer liquidez para o desenvolvimento sólido do sistema financeiro".

As medidas, que incluem o corte de 0,50 ponto percentual da taxa de juros referencial, foram aprovadas em uma votação unânime pelos cinco membros do comitê do banco. A nova taxa de juros está em 6%.

O banco central mexicano disse que as medidas de liquidez e crédito vão sustentar o funcionamento do sistema financeiro com um total de até 750 bilhões de pesos (30,8 bilhões de dólares). Aliada a medidas anunciadas anteriormente, o suporte chega a 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado.

O suporte, segundo o banco central, inclui um instrumento de financiamento de 250 bilhões de pesos (10,3 bilhões de dólares) para bancos comerciais e de desenvolvimento para que aumentem os empréstimos a pequenas e médias empresas, assim como pessoas físicas.

Além disso, o banco disse que irá incorporar em seu arsenal de intervenção cambial transações de hedge determinadas pelas diferenças em dólares para "fornecer condições operacionais regulares no mercado cambial MXN/USD, particularmente durante os pregões da Ásia e da Europa".

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