Economia

Balança comercial tem superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, queda de 7,9%

No período, as exportações cresceram 3,5% e somaram US$ 348,68 bilhões. As importações cresceram 6,7% e totalizaram US$ 280,38 bilhões

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 15h25.

Última atualização em 6 de janeiro de 2026 às 15h44.

A balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta terça-feira, 6.

Superávit é quando as exportações do país superam as importações. Quando ocorre o contrário, o resultado é deficitário.

No período, as exportações cresceram 3,5% e somaram US$ 348,68 bilhões. As importações cresceram 6,7% e totalizaram US$ 280,38 bilhões.

O resultado representa uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o superávit foi de US$ 74,2 bilhões.

O dado foi o menor saldo para um ano fechado desde 2022, quando a balança fechou em US$ 61,5 bilhões.

No mês de dezembro, o superávit foi de US$ 9,6 bilhões, com alta de 107,8% em comparação com o mesmo período de 2024. O país exportou US$ 31 bilhões e importou US$ 21,4 bilhões.

Exportações

Segundo o MDIC, a alta de 3,5% nas exportações em 2025 foi impulsionada principalmente pelo desempenho da agropecuária (7,5%) e da indústria de transformação (3,8%) .

Na agropecuária, destacaram-se as vendas de milho não moído (alta de 5%), café não torrado (31,1%) e soja (1,4%).

Em valores absolutos, soja foi o produto com maior valor de venda, com US$ 44 bilhões no ano passado. 

Na indústria extrativa, os principais avanços vieram dos minérios de cobre e seus concentrados (20,5%), de outros minérios e concentrados de metais de base (38,6%) e do gás natural, com uma variação extraordinária de 804.633,4% , efeito estatístico causado por uma base de comparação muito baixa.

Na indústria de transformação, puxaram a expansão as exportações de carne bovina (42,5%), veículos automóveis de passageiros (37,3%) e ouro não monetário, excluindo minérios e concentrados (66,1%).

Por outro lado, alguns dos principais produtos da pauta exportadora brasileira registraram queda em 2025.

Na agropecuária, as maiores baixas vieram do trigo e centeio não moídos (-13,3%), de centeio, aveia e outros cereais (-69,8%) e do algodão em bruto (-4,4%). Na indústria extrativa, recuaram as exportações de minério de ferro (-3%), minérios de metais preciosos (-66,9%) e óleos brutos de petróleo (-0,7%).

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Entre os produtos da indústria de transformação, destacaram-se as quedas nos embarques de açúcares e melaços (-24,1%), farelos de soja e outros alimentos para animais (-16,8%) e óleos combustíveis derivados de petróleo, exceto brutos (-10,4%).

O desempenho negativo reflete tanto a menor demanda externa quanto variações nos preços internacionais ao longo do ano, segundo a pasta.

Principais produtos exportados

  • Óleos brutos de petróleo: US$ 44,6 bilhões, com queda de 0,74%
  • Soja: US$ 43,5 bilhões, com alta de 1,36%
  • Minério de ferro: US$ 28,9 bilhões, com recuo de 3,01%
  • Carne Bovina: US$ 16,6 bilhões, com alta de 42,46%
  • Café não torrado: US$ 14,8 bilhões, com elevação de 31,09%

Importações

Com avanço de 8,6% na indústria de transformação e salto de 582,9% nas compras de café não torrado, Brasil encerra o ano com alta nas importações.

A agropecuária teve alta de 6,4%, somando US$ 6,02 bilhões em importações. A indústria extrativa, por outro lado, registrou retração de 21,2%, com compras totais de US$ 12,83 bilhões. Já a indústria de transformação apresentou crescimento de 8,6%, alcançando [grifar] US$ 259,80 bilhões .

Apesar da alta geral, alguns produtos apresentaram queda nas importações ao longo do ano . Na agropecuária, recuaram as compras de pescado (-7,4%), trigo e centeio não moídos (-2,6%) e produtos hortícolas frescos ou refrigerados (-12,4%).

Na indústria extrativa, caíram as importações de carvão (-20,3%), óleos brutos de petróleo (-23,9%) e gás natural (-19,4%).

Por fim, na indústria de transformação, houve retração nas compras de coques e semi-coques (-33,5%), componentes eletrônicos como válvulas, diodos e transistores (-15,7%), e de veículos automóveis de passageiros (-10,8%).

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