• AALR3 R$ 20,13 -0.20
  • AAPL34 R$ 68,52 1.72
  • ABCB4 R$ 16,65 0.79
  • ABEV3 R$ 14,21 1.21
  • AERI3 R$ 3,75 5.04
  • AESB3 R$ 10,92 0.74
  • AGRO3 R$ 31,36 0.58
  • ALPA4 R$ 22,15 4.04
  • ALSO3 R$ 18,85 -0.79
  • ALUP11 R$ 26,51 -2.07
  • AMAR3 R$ 2,58 1.57
  • AMBP3 R$ 32,48 4.47
  • AMER3 R$ 21,50 -1.78
  • AMZO34 R$ 3,43 5.09
  • ANIM3 R$ 5,66 3.47
  • ARZZ3 R$ 81,38 2.42
  • ASAI3 R$ 16,30 3.69
  • AZUL4 R$ 20,95 4.38
  • B3SA3 R$ 12,43 4.37
  • BBAS3 R$ 37,45 -0.32
  • AALR3 R$ 20,13 -0.20
  • AAPL34 R$ 68,52 1.72
  • ABCB4 R$ 16,65 0.79
  • ABEV3 R$ 14,21 1.21
  • AERI3 R$ 3,75 5.04
  • AESB3 R$ 10,92 0.74
  • AGRO3 R$ 31,36 0.58
  • ALPA4 R$ 22,15 4.04
  • ALSO3 R$ 18,85 -0.79
  • ALUP11 R$ 26,51 -2.07
  • AMAR3 R$ 2,58 1.57
  • AMBP3 R$ 32,48 4.47
  • AMER3 R$ 21,50 -1.78
  • AMZO34 R$ 3,43 5.09
  • ANIM3 R$ 5,66 3.47
  • ARZZ3 R$ 81,38 2.42
  • ASAI3 R$ 16,30 3.69
  • AZUL4 R$ 20,95 4.38
  • B3SA3 R$ 12,43 4.37
  • BBAS3 R$ 37,45 -0.32
Abra sua conta no BTG

Aumento do diesel em 9% passa a valer hoje nas refinarias da Petrobras

Último aumento do diesel pela Petrobras havia sido em 11 de março. Alta é de 9% no preço do diesel nas refinarias da empresa
Posto de combustível: gasolina não foi reajustada pela Petrobras, mas está defasada em relação ao mercado internacional (Reuters/Sergio Moraes)
Posto de combustível: gasolina não foi reajustada pela Petrobras, mas está defasada em relação ao mercado internacional (Reuters/Sergio Moraes)
Por Carolina RiveiraPublicado em 10/05/2022 06:00 | Última atualização em 10/05/2022 11:15Tempo de Leitura: 5 min de leitura

Esta reportagem faz parte da newsletter EXAME Desperta. Assine gratuitamente e receba todas as manhãs um resumo dos assuntos que serão notícia.

O aumento da Petrobras no preço do óleo diesel em suas refinarias passa a valer a partir desta terça-feira, 10. O reajuste foi anunciado ontem, após dois meses sem que a estatal subisse os valores praticados.

O preço médio de venda do diesel para as distribuidoras da Petrobras subirá em 8,8%, de R$ 4,51 o litro para R$ 4,91 o litro.

Em nota sobre o aumento, a Petrobras mencionou "a elevação dos preços do diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo".

Assine a EXAME e fique por dentro das principais notícias que afetam o seu bolso. Tudo por menos de R$ 0,37/dia.

Empresas no setor de transportadoras de cargas e caminhoneiros serão as principais afetadas, assim como empresas de transporte coletivo de passageiros. O aumento dos custos de logística também deve impactar indiretamente outros setores da economia e a inflação.

A última alta do diesel nas refinarias da Petrobras havia sido em 11 de março, quando o combustível subiu 25%.

Qual será o aumento do diesel?

O aumento do diesel da Petrobras vale somente para a venda em suas refinarias, que respondem por 70% do diesel vendido no Brasil. (O um terço restante é ofertado por outras refinarias privadas ou trazido ao país por importadoras a preços de mercado.)

Até que o insumo chegue aos postos, são adicionados outros fatores como preço do biodiesel (que compõe 10% do diesel final no Brasil), tributos, margem de lucro da cadeia e outros custos.

Assim, com os custos de produção hoje elevados em toda a cadeia, o aumento ao consumidor deve ser superior aos R$ 0,40 anunciados pela Petrobras. 

O valor do diesel praticado na bomba está em média R$ 6,630/litro, segundo a última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana até 7 de maio. Foram encontrados postos com diesel acima de R$ 8 o litro.

Na teoria, levaria alguns dias até que o novo diesel vendido mais caro nas refinarias chegasse ao consumidor. Mas os combustíveis têm passado por sucessivas altas em meio à volatilidade dos preços.

No acumulado de 12 meses até meados de abril, o preço final do diesel teve alta de 52% na métrica do IPCA-15 (prévia da inflação oficial), medido pelo IBGE.

VEJA TAMBÉM

O aumento de hoje também não cobre toda a defasagem do diesel em relação aos preços internacionais. A diferença chegou na abertura de mercado desta terça-feira a 10%, segundo relatório da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Antes do aumento, a defasagem estava ontem em 17%. Na semana passada, com a alta volatilidade, chegou a ser de 25%.

Sem um reajuste no mercado interno, corria-se o risco de importadores não conseguirem comprar diesel no mercado internacional a preços competitivos internamente, gerando possibilidade de desabastecimento.

"Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado", disse a Petrobras em nota.

Preço da gasolina vai subir?

Desta vez, somente o diesel foi reajustado.

Mas o preço da gasolina também terá de subir em breve para que a Petrobras mantenha a paridade com o mercado internacional. O preço da gasolina praticado nas refinarias no Brasil tinha defasagem de 19% no último relatório da Abicom na segunda-feira.

O último reajuste da Petrobras no preço da gasolina também foi em 11 de março, quando o combustível subiu 19%.

VEJA TAMBÉM

A alta dos combustíveis e seus impactos na inflação geral têm elevado a pressão na direção da Petrobras e do governo federal contra a PPI, Política de Paridade de Importação. O modelo faz com que os preços praticados pela Petrobras no Brasil acompanhem os do mercado internacional e é usado desde 2016, no então governo Michel Temer (MDB). A PPI foi mantida quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) assumiu o cargo.

Na semana passada, Bolsonaro, que disputará a reeleição em outubro, disse em transmissão em suas redes sociais que um novo aumento no preço da Petrobras iria "quebrar o país" e classificou o lucro da empresa como um "estupro".

Petrobras teve lucro de R$ 44,6 bilhões no primeiro trimestre, divulgado na quinta-feira, 5. A estatal pagará aos acionistas, incluindo a União, dividendos totalizando R$ 48,5 bilhões (que incluem saldos acumulados do último trimestre).

"A Petrobras não é insensível à sociedade brasileira, principalmente, em momentos atípicos", respondeu o presidente da estatal, José Mauro Coelho, em conferência de resultados com analistas na sexta-feira, horas após a declaração de Bolsonaro.

O executivo afirmou que a estatal vem "acompanhando os preços de mercado, não repassando essa volatilidade de imediato". "Mas, claro, em determinado momento reajustes devem ser feitos para que a gente mantenha a saúde financeira da companhia", disse.


*A reportagem foi atualizada às 11h13 para incluir a defasagem calculada do diesel nesta terça-feira, 10.