Economia

Apesar de frustrante, leilão permitirá desbloqueio, segundo secretário

Segundo o secretário, governo anunciará descontingenciamento em 22 de novembro; áreas de saúde, defesa e educação serão prioridades

Secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues (foto de arquivo) (Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues (foto de arquivo) (Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

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Reuters

Publicado em 6 de novembro de 2019 às 14h09.

Última atualização em 6 de novembro de 2019 às 14h23.

Rio de Janeiro - Apesar de o governo ter obtido apenas 66% do total do bônus de assinatura pretendido, o leilão dos excedentes da cessão onerosa desta quarta-feira vai permitir uma melhora do resultado primário do governo deste ano, para um déficit em torno de 90 bilhões de reais "ou até menos do que isso", afirmou o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

O secretário confirmou que o governo anunciará um descontingenciamento do Orçamento, em 22 de novembro, e disse que as áreas de saúde, defesa e educação serão prioridades nesse desbloqueio.

Anunciado como o “maior leilão de petróleo do mundo”, o megaleilão de petróleo acabou com apenas dois dos quatro campos vendidos. O governo esperava arrecadar R$ 106 bilhões e conseguiu apenas R$ 69,9 bilhões

 

O secretário afirmou ainda que os estados e municípios vão receber parte dos recursos, fato inédito no Brasil, o que vai ajudar o fechamento das contas deste ano.

"Este ano ainda estamos no espectro negativo, mas é importante que Estados e municípios também venham juntos (com a União)", disse Waldery referindo-se ao déficit fiscal.

Ele destacou que os Estados vão receber algo em torno dos R$ 5,2 bilhões, o mesmo previsto para os municípios.

A meta fiscal deste ano é um déficit de 139 bilhões de reais. Segundo Waldery, o resultado fiscal da União "caminha para ser positivo" anos à frente.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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