Economia

Alemanha pede redução de ajuda pública para resgatar bancos

O pedido foi feito poucas horas depois de a Itália anunciar uma injeção de milhões de euros para salvar duas entidades

Bancos: durante a crise financeira, a Alemanha não hesitou em contribuir com fundos públicos para resgatar seus bancos SachsenLB e IKB (John Macdougall/AFP)

Bancos: durante a crise financeira, a Alemanha não hesitou em contribuir com fundos públicos para resgatar seus bancos SachsenLB e IKB (John Macdougall/AFP)

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AFP

Publicado em 26 de junho de 2017 às 10h59.

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O governo alemão pediu nesta segunda-feira que os países reduzam ao mínimo a ajuda pública para resgatar bancos em risco de falência, poucas horas depois de a Itália anunciar uma injeção de milhões de euros para salvar duas entidades.

"No processo de falência, a intervenção com meios públicos deve ser a mínima possível", declarou Friederike von Tiesenhausen, porta-voz do Ministério das Finanças alemão que dirige o conservador Wolfgang Schäuble.

Ele também recordou que um dos principais objetivos da nova regulamentação europeia sobre o assunto adotada após a crise financeira de 2008 era "proteger os contribuintes".

O governo italiano se comprometeu no domingo a financiar com até 17 bilhões de euros o resgate do Banca Popolare di Vicenza e do Veneto Banca, em particular assumindo seus créditos duvidosos.

"Para nós, é importante que os bancos que não são rentáveis saiam do mercado ao invés de mantê-los vivos artificialmente com recapitalizações preventivas", acrescentou o porta-voz.

Durante a crise financeira, a Alemanha não hesitou em contribuir com fundos públicos para resgatar seus bancos SachsenLB e IKB e em 2009 injetou 10 bilhões de euros para o Commerzbank em troca de uma participação no seu capital.

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