Economia

Abras eleva previsão de vendas de supermercados após outubro

Entidade elevou nesta quarta-feira a perspectiva de crescimento das vendas reais em 2013 para 5,2%


	Supermercado: vendas reais dos supermercados subiram 7,93 por cento em outubro ante igual mês de 2012, e 5,24 por cento sobre setembro
 (Wikicommons)

Supermercado: vendas reais dos supermercados subiram 7,93 por cento em outubro ante igual mês de 2012, e 5,24 por cento sobre setembro (Wikicommons)

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Da Redação

Publicado em 27 de novembro de 2013 às 11h41.

São Paulo - A entidade que representa o setor supermercadista no Brasil, Abras, elevou nesta quarta-feira a perspectiva de crescimento das vendas reais em 2013 para 5,2 por cento, na esteira de fortes resultados de outubro.

A entidade, que iniciou o ano esperando um avanço de 3,5 por cento nas vendas de supermercados em 2013, já havia alterado as estimativas anteriormente para uma alta anual de 4 a 4,5 por cento, reforçando, em outubro, acreditar num resultado mais perto do topo da faixa.

Desta vez, a adoção de uma perspectiva mais positiva foi impulsionada pelos resultados do último mês. As vendas reais dos supermercados subiram 7,93 por cento em outubro ante igual mês de 2012, e 5,24 por cento sobre setembro.

Nos primeiros dez meses do ano, a alta foi de 5,23 por cento. "São números extremamente positivos", afirmou o vice-presidente da entidade, Marcio Milan, citando uma conjuntura mais favorável com baixa taxa de desemprego no país e aumento do rendimento médio.

A partir do mês de junho, o preço da cesta básica medida pela Abras iniciou uma trajetória de baixa, observou Milan, ajudada pela redução de impostos sobre alimentos promovida pelo governo, o que também impulsionou o aumento das vendas.

Em outubro, no entanto, o preço médio da cesta AbrasMercado, com 35 produtos de amplo consumo pesquisados pela GfK, subiu 1,71 por cento ante setembro, a 358,60 reais, representando um avanço de 7,16 por cento na comparação anual.

Os produtos cujos preços mais subiram sobre setembro foram o tomate (+24,29 por cento), batata (+8,48 por cento) e carne dianteira (+4,55 por cento). As maiores quedas, na outra ponta, foram da cebola (-12,76 por cento), biscoito maisena (-6,46 por cento) e ovo (-2,57 por cento).

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