Retomada do crédito impulsiona o show dos bilhões dos bancos

ÀS SETE - A temporada de balanços chega à terceira semana e hoje é dia de conhecer os números do maior banco privado do país, o Itaú Unibanco
Itaú: a expectativa de analistas é que o banco apresente uma alta de 13% em seu lucro, totalizando 6,07 bilhões de reais (Vanderlei Almeida/Getty Images)
Itaú: a expectativa de analistas é que o banco apresente uma alta de 13% em seu lucro, totalizando 6,07 bilhões de reais (Vanderlei Almeida/Getty Images)
Por EXAME HojePublicado em 30/10/2017 05:54 | Última atualização em 30/10/2017 07:23Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A temporada de balanços chega à terceira semana e hoje é dia de conhecer os números do maior banco privado do país, o Itaú Unibanco. A expectativa de analistas é que o Itaú apresente uma alta de 13% em seu lucro, totalizando 6,07 bilhões de reais.

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A principal contribuição para a melhora nos números virá de um indicador que deve ser responsável pela alta no lucro dos principais bancos do país: as despesas com provisões contra calotes. O fim do período crítico da recessão tem diminuído as provisões que os bancos precisam fazer contra créditos de devedores duvidosos mês após mês.

O Santander foi o primeiro entre os grandes bancos a divulgar seus números, na quarta-feira 25. O lucro veio acima do projetado e ficou em 2,58 bilhões de reais, alta de 37,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Os gastos com provisões para devedores duvidosos recuou 14,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 2,42 bilhões de reais.

Com a melhora da economia, o que investidores querem entender é se os bancos já estão retomando os financiamentos. Nos seis primeiros meses do ano a carteira de crédito dos quatro grandes bancos recuou 2% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa de analistas é de que haja uma pequena ampliação nos números do terceiro trimestre.

No Santander a carteira expandida de crédito cresceu 3,5% no terceiro trimestre, em comparação com o trimestre anterior, para 336,4 bilhões de reais.

A expansão do crédito dos bancos é um momento esperado para impulsionar a economia e movimentar setores bastante debilitados, como construção civil e automóveis.

Com a taxa de juros Selic mais baixa, os bancos também precisam retomar a concessão de empréstimos para manter seus lucros nos tradicionais patamares estratosféricos. Além do Itaú, o Bradesco também publica seus números nesta semana, na quarta-feira. O do Banco do Brasil será publicado no dia 09 de novembro.