Blockchain poderia acelerar operações na Bolsa, afirma analista da Exame Research (Ulrich Baumgarten/Getty Images)
Gabriel Rubinsteinn
Publicado em 9 de novembro de 2020 às 16h53.
Última atualização em 11 de novembro de 2020 às 17h34.
A corretora Vitreo coloca coloca no ar nesta terça-feira (10) a nova versão do seu fundo de criptomoedas voltado para investidores de varejo, mudando a parcela da composição do fundo que cabia à renda fixa pós-fixada para fundos de ouro e prata.
“Com este fundo, criamos um verdadeiro combo de reserva de valor inédito no mercado. Muitos não sabem que as criptomoedas também são escassas, assim como os metais preciosos. É um investimento inteligente para quem quer ir na contramão deste fluxo de 'impressão de dinheiro' dos bancos centrais, causado pela crise do coronavirus”, explica George Wachsmann, sócio e chefe de gestão da Vitreo.
Antes chamado "CriptoMoedas Light", o fundo será renomeado para "Vitreo Cripto Metals Blend FICFIM" e manterá 20% de exposição a criptoativos — os 80% restantes ficarão alocados em fundos de ouro (70%) e prata (10%). A divisão foi a maneira encontrada pela corretora para poder oferecer investimento em criptoativos no varejo.
A empresa possui outros produtos de investimento com maior exposição aos ativos digitais, mas, por conta de regulamentações da CVM, são exclusivos para investidores qualificados. O "CriptoMoedas Light", antes de sua reformulação, acumulava 4,3 mil cotistas, mais de 20 milhões de reais em patrimônio líquido e 19,14% de rentabilidade no ano. Além do bitcoin, o fundo investe também em outros criptoativos, como ether, link e KNC, entre outros.
A definição do bitcoin como uma reserva de valor ainda gera polêmica, devido principalmente à alta volatilidade do ativo digital. Os entusiastas do bitcoin, por outro lado, afirmam que ele possui as características para ser considerado assim, como, por exemplo, possuir todas as funções de uma moeda, ser escasso, entre outros. Instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central do Brasil também já se referiram ao maior criptoativo do mundo usando esta definição.